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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Iniciativas na área de Patrimônio Cultural são apoiadas pela Prefeitura de Rio Branco


Um seringal que virou cidade… Um pedacinho da Amazônia que recebeu homens e mulheres vindos de diversas partes do Brasil e do mundo, que se misturaram com aqueles que aqui já habitavam. Essa mistura de culturas, que iniciou com a abertura do Seringal Volta da Empreza, marcou a construção de uma cultura rica em especificidades, personagens, memórias, causos, lendas… como só a história riobranquense consegue ser.


As diversas identidades culturais características da capital acreana tem encontrado apoio por parte da Prefeitura de Rio Branco. Diversos projetos, representando as diferentes manifestações do Patrimônio Cultural local, tem sido apoiados pelo Fundo Municipal de Cultura (FMC), mecanismo de financiamento à projetos culturais, integrante do Sistema Municipal de Cultura de Rio Branco e gerido pela Fundação de Cultura Garibaldi Brasil (FGB).


Valorização das Culturas Ayahuasqueiras
A Ayahausca é uma bebida trazida por seringueiros do coração da floresta amazônica, onde já era milenarmente utilizada por indígenas de diversas etnias. A partir da atuação dos três Mestres fundadores de três vertentes religiosas consideradas tradicionais – Mestre Irineu, Mestre Daniel e Mestre Gabriel – passou a compor a base de diversas religiões urbanas, partes integrantes do que há de mais tradicional na cultura acreana. A importância da Ayahuasca para o universo histórico e cultural riobranquense, acreano e brasileiro é inegável e prova disso são as diversas iniciativas realizadas por várias esferas do poder público no sentido de valorizar e registrar suas diversas vertentes. Em 2018, por exemplo, a Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) realizou sessão solene em homenagem às Culturas Ayahuasqueiras, instituindo o Dia das Culturas Ayahausqueiras, comemorado em 24 de novembro.


O Centro Espírita Obras de Caridade Príncipe Espadarte, centro ligado à linha doutrinária fundada por Mestre Daniel Pereira de Mattos, realizou, em 2019, um projeto de resgate e registro de suas memórias históricas e rituais, que incluiu além da catalogação e digitalização dos mais diversos tipos de documentos, uma Campanha de Resgate e de Fortalecimento de seu acervo. Através da referida campanha, foram resgatadas fotos, manuscritos e vídeos, incluindo documento antigos, de fins da década de 40, que agora estão à disposição dos pesquisadores interessados, mediante a observância das normas do centro.


Esse trabalho foi possível graças ao projeto Preservação da Memória do Centro Espírita Obras de Caridade Príncipe Espadarte, aprovado no FMC 2019 e executado no mesmo ano.


Além disso, outro importante fato ocorrido em 2019, referente à valorização das diversas manifestações das Culturas Ayahuasqueiras presentes em Rio Branco, foi a homenagem concedida pela Prefeitura de Rio Branco à Madrinha Francisca Campos do Nascimento, presidente do Centro Príncipe Espadarte, que recebeu, no dia 28 de dezembro, a comenda da Volta da Empreza. Trata-se da mais alta honraria entregue pelo Município a personalidades que se destacaram por sua significativa contribuição nos campos social, cultural, econômico, humanitário, desportivo, ou outros de notável importância para nosso município. Entre outros agraciados com a comenda, destacamos que Mestre Irineu a recebeu em 2012, e Mestre Daniel, em 2016.


Portanto, ao escolher Madrinha Francisca como uma das homenageadas, a Prefeitura de Rio Branco reconhece o importante papel por ela exercido no que se refere à Ayahuasca e a Doutrina fundada por Mestre Daniel Pereira de Mattos. Em maio de 2020, Madrinha Francisca completará 63 anos de caminhada nesta Doutrina, tendo dedicado sua vida à continuidade desta Missão de luz, amor e caridade.


Outros projetos em execução na área de Patrimônio Cultural
A pesquisadora Maria Lucimeire Macedo concluiu o projeto Inventário da Religiosidade Afro-Brasileira em Rio Branco, através do qual realizou um inventário preliminar de terreiros de umbanda e candomblé na capital acreana, levantando informações como: quais são, quem são, os perfis de seus frequentadores, localização, calendário ritual, entre outras informações específicas. O produto final da pesquisa é um documento digital, que foi entregue as casas de contribuíram e à FGB.

A historiadora Flávia Burlamaqui também concluiu a publicação digital Hélio Melo – o artista da Floresta, através da qual deu continuidade em sua pesquisa sobre a vida e a obra do artista. O produto final da pesquisa, que é digital, que foi entregue a FGB e outros órgãos culturais.

Ambas as pesquisas, que tratam de importantes temas da cultura local, e que consequentemente contribuem para o fortalecimento das identidades riobranquenses, foram financiadas pela Prefeitura, através de recursos do FMC.