A cidade de Rio Branco possui população estimada de 377.057 pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deste número, 6,8% da população adulta é formada por fumantes. A luta da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) é para erradicar o vício. No Dia Mundial sem Tabaco, lembrado ontem, 31, a prefeitura realizou palestras para orientar e apoiar aqueles que desejam livra-se do vício.
A coordenadora da área técnica de combate ao tabagismo de Rio Branco, Aline Camila Lopes, diz que ao longo dos últimos anos o trabalho tem sido incansável, no intuito de erradicar a população fumante da capital.
“Temos realizado trabalho educativo nas escolas, com palestras, por exemplo, nas unidades de saúde temos os grupos terapêuticos de apoio para quem quer deixar de fumar, temos formado parcerias com diversos setores, como educação e saúde. Tudo isso para fortalecer essa campanha”, explica.
Em 2006, o número de fumantes era de 20%, segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), mas apesar da redução, o índice continua elevado, segundo explicou Lopes.
“Esse número ainda é elevado para nós. O que queremos é erradicar o número de fumantes em Rio Branco. São mais de quatro mil substâncias tóxicas que vêm embutidas no cigarro, que podem ocasionar doenças crónicas, cardiorrespiratórias, porem pode ser evitável, por isso queremos combater esse mal”, explica.
Na capital, existe atualmente cerca de dez unidades de saúde que ofertam acompanhamentos, tratamento e suporte para quem deseja deixar de fumar. De acordo com a coordenadora do programa basta procurar qualquer unidade de saúde que é feito o encaminhamento.
Os problemas causados pelo tabaco vão além dos danos à saúde pública. A produção e o consumo de produtos derivados do tabaco geram importantes impactos socioambientais em todo o planeta – um deles é o uso de lenha para aquecer estufas que secam as folhas de tabaco e que leva ao desmatamento e ao desequilíbrio da biodiversidade em tempo de constantes mudanças climáticas.
Além disso, o consumo mata mais de 7 milhões de pessoas todos os anos e custa aos lares e aos governos mais de US $ 1,4 trilhão, em razão de despesas com saúde e da perda de produtividade, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).


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