Num ritmo ditado pelos passos dos coturnos pretos e verdes, homens das polícias e do Exército Brasileiro fizeram nesta segunda e terça-feira mais uma revista nos presídios Francisco de Oliveira Conde e Antônio Amaro Alves, em busca de armas e entorpecentes.
A operação, coordenada pelo Sistema Integrado de Segurança Pública – com o apoio da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, antes de ser uma necessidade urgente, é uma resposta do Estado às facções criminosas que atuam no Acre – quatro para ser mais exato, segundo os relatórios de inteligência.
Se por um lado, o Acre passou a ser estado considerado região de conflito intenso, e visto como mercado promissor para a expansão dos tentáculos de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital, o PCC, segundo estudo do Ministério Público do Estado de São Paulo, da outra parte, o governo do estado do Acre, por meio de seus órgãos de segurança demonstra com operações como essas, estar atento à tentativa do recrudescimento dessas organizações.
Alguns analistas de dentro da própria segurança afirmam que já estava na hora de ações desse tipo. A figura do general José Eduardo Leal de Oliveira, comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, ombro a ombro com o secretário de Segurança do Estado do Acre, Emylson Farias, e com os demais oficiais, inspetores e delegados mostra a força do Estado brasileiro e serve para inibir qualquer tentativa de manobra por parte dos chefes de organizações criminosos de dentro dos presídios.

Segundo o governo do estado do Acre, ao menos 600 homens e mulheres participaram da operação, ainda na segunda-feira, 29.
Segundo informou o Tribunal de Justiça do Estado do Acre, representantes do Conselho Nacional de Justiça, o CNJ, estiveram na força-tarefa para, entre outros trabalhos, ouvir os presos e anotar suas reivindicações, sobretudo, quanto à aplicação das penas.
Segundo o general Oliveira, não houve “qualquer contato das tropas federais com os presos”. “Estamos aqui para realizar uma varredura com detectores de metais. O nosso objetivo é apreender celulares e armas fabricadas pelos presos”, afirmou o militar.
Ao sistema público de Comunicação do estado, o secretário Emylson Farias afirmou que “a operação vai se prolongar ao longo dos próximos dias e se trata de mais uma ação de combate à criminalidade”.
“Nossa intenção é que a atividade se estenda também a todos os presídios do Acre”, disse. Somente no presídio de Rio Branco, são mais de três mil detentos.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>