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domingo, 28 de junho de 2026
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Acreanos são destaques quando o assunto é inadimplência

O ano de 2019 não foi muito bom para quase metade dos acreanos. De acordo com dados divulgados em relatório da Serasa Experian nesta semana, 49,2%; da população economicamente ativa do Acre está com contas atrasados, portanto, com o nome sujo.


Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o número de inadimplentes no Brasil cresceu 1,3% em setembro deste ano.
Mesmo com uma tendência de estabilidade nos últimos anos, a inadimplência para pessoa física segue em um patamar alto no país. Esse quadro somente vai se modificar com incremento de renda (emprego) ou com crédito adicional para os devedores ou quem está em vias de se tornar inadimplente.


Ainda segundo o levantamento, Amazonas é o que possui a maior faixa da população de inadimplentes em comparação com os demais estados da Região Norte, com 54,2%. A ordem fica assim: logo atrás do Amazonas, surgem o Amapá com 49,8% da população de inadimplentes; seguido de Roraima, com 49,5%; Acre, 49,2%; Tocantins, com 45,9%; depois vem Rondônia, com 44,7%; e o Pará, com 42,5%.


O levantamento leva em conta o período entre outubro de 2018 a outubro de 2019. Os idosos foram os que apresentaram maior acumulo de dívidas, com mais de 900 registros no Serasa. Um aumento total de 10,1%, pouco mais de 9,8 milhões de inadimplentes.


Outra pesquisa realizada pela CNDL e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que 35% dos consumidores inadimplentes interessados em regularizar sua situação pelos próximos três meses querem tentar um acordo com os credores. A partir daí, a ideia desse contingente de devedores é parcelar o valor do débito pendente, destaca o levantamento.


O estudo revela ainda que 55% das pessoas com contas atrasadas acreditam na possibilidade de ter condições de regularizar as dívidas. Dentro desse contingente, 35% pretendem pagar integralmente e 16% querem fazer isso parcialmente. Por outro lado, 45% dos inadimplentes não se veem com condições financeiras de quitar as dívidas em um período de três meses.


Ainda de acordo com o levantamento, 75% dos entrevistados comprometeriam o pagamento de contas básicas. E outros 21% garantem ter uma situação confortável diante de todo esse cenário.


Esse resultado da CNDL/SPC Brasil mostra uma tendência já constatada na pesquisa sobre o impacto das dívidas na vida dos brasileiros, elaborada pelo serviço de cobrança digital Negocia Fácil em parceria com o Instituto Locomotiva. Divulgada recentemente, o levantamento aponta que 79% das pessoas em situação de inadimplência preferem pagar as dívidas diretamente para as empresas credoras, em vez de negociar com terceirizadas. Desse universo, 51% optariam em firmar acordos via computador, via site do credor.