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terça-feira, 21 de julho de 2026
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Cresce a detenção de mulheres com droga ou celulares entrando nos presídios

Cresce a detenção de mulheres com droga ou celulares entrando nos presídios

De novembro de 2016 a maio deste ano a polícia registrou ao menos sete ocorrências envolvendo mulheres tentando ingressar nos presídios do Acre com droga ou celular na vagina – praticamente um caso por mês, conforme levantamento do jornal OPINIÃO. O último caso aconteceu na tarde desta quarta-feira, dia 24 de maio, quando uma mulher, supostamente companheira de um integrante de uma facção criminosa, foi detida tentando entrar no presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul, com um celular dentro da vagina. Os agentes desconfiaram e a levaram para fazer um raio x na maternidade local e puderam constatar que estavam certos.

O marido dela, um detento, teria confessado que aguardava pelo celular dentro do presídio. O diretor do presídio, Klinger Magalhães, disse que a mulher acabou liberada pela polícia. “A acusada foi levada a maternidade para passar pelo procedimento do raio-X, que confirmou que ela estava com o ilícito introduzido nas partes intimas, foi conduzida para a delegacia, onde foi ouvida pela autoridade policial e liberada. Espero que a Justiça faça a sua parte e puna essa mulher”, disse o diretor à imprensa do Juruá.

O levantamento do Conselho Nacional de Justiça, indicava, em janeiro deste ano, que 65% das unidades careciam de bloqueadores de celular, aparelhos que previnem a entrada de armas e a coordenação de rebeliões, ataques e atividades criminosas de dentro das cadeias –mas este já não mais o caso do Acre. A mulher de Cruzeiro do Sul foi detida três dias depois que o governo do Estado ainda comemorava o anúncio da instalação de bloqueadores em dois dos maiores presídios do Acre. A Secretaria de Segurança mandou instalar sistema de celulares dentro do Complexo Prisional Francisco d’Oliveira Conde e na unidade de segurança máxima Antônio Amaro, ambos em Rio Branco. Foram dois meses de instalação e os bloqueadores passaram a funcionar no último fim de semana.

De toda forma, esse tipo de ocorrência parece ser comum no Acre e alguns tem pitadas de ousadia. No dia 6 de fevereiro deste ano, a mulher A.B.S., foi flagrada com nada menos que 50 tabletes de maconha e outras substâncias ilícitas escondidos nas partes íntimas. Ainda no começo deste ano, uma índia moradora da aldeia Morada Nova, em Feijó, tentou entrar com maconha no presidio de Feijó mas foi barrada pela polícia. Publicações especializadas sugerem que as mulheres façam isso a pedido dos companheiros.