Comer carne vermelha todo dia está pesando no bolso dos acreanos. É que o produto apresentou uma alta considerável nos últimos dias. A explicação é o aumento das exportações para China, Rússia e Emirados Árabes. Vale ressaltar que o Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo.
Além disso, o período de estiagem, mais longo em 2019, deixou o pasto seco, que não engordou o gado e colocou ainda mais pressão no mercado. O aumento é motivo de reclamação.
“Achei súbito e desproporcional esse aumento. Foi de uma semana para outra. Semana passada consegui comprar a carne por um valor, e ao comprar hoje percebi um aumento de pelo menos 20%. Na hora, reduzi a compra e busquei alternativa no frango e enlatados”, comentou a dona de casa, Maria Gomes da Silva.
E a previsão não é boa: até o fim do ano, é difícil que a proteína animal fique mais barata. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta segunda-feira, 25, que os preços ficaram estáveis por muito tempo e que os produtores vivem um momento de euforia, mas que o mercado vai se equilibrar. E que, mesmo sendo um grande exportador, o Brasil poderá importar carne.
Arroba do boi aumenta no Acre
De acordo com o portal Compre Rural, o preço da arroba do boi sofreu aumento no Acre. A alta de R$ 30, animou os pecuaristas. A arroba saiu de R$ 145, valor que estava praticamente congelado desde 2015, para R$ 175.
A tendência de aumento vem ocorrendo em todo o país e nos grandes centros, como São Paulo, o preço já é de mais de R$ 200. O aumento se deve a outros fatores, que seria decorrente da medida adotada pelo governador Gladson Cameli de redução da alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias, na ordem de 80%. E também à qualidade sanitária do rebanho, que se tornará livre de aftosa sem vacinação no próximo ano.
O Acre abate uma média de mil bois por dia. Com o peso médio de 240 quilos por cada boi abatido, o volume de carne negociada no Estado, nos mercados externos e internos, diariamente, é de 2,4 mil toneladas. A maior parte desta carne vai para exportação. Em outubro de 2019, segundo números da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o Brasil exportou 185.537 mil toneladas e faturou US$ 808,4 milhões. Esses números são recordes e a China, assim como alguns países do Oriente Médio, foram os principais importadores.




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