Os deputados estaduais continuam se reunindo com os representantes sindicais para esmiuçar a PEC que reforma a Previdência Estadual. A votação está marcada para a terça-feira da semana que vem. Não esperem um dia tranquilo, pois não será. Pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) a votação da PEC ocorreria somente em dezembro. Fez a sugestão ontem durante pronunciamento na tribuna da Aleac. Para o comunista alguns pontos da proposta precisam de mais tempo para serem debatidos. O governador Gladson Cameli tem sido bastante claro quanto à necessidade do Poder Legislativo aprovar a reforma previdenciária. Sem a aprovação, segundo ele, o Estado quebra. E se tiver uma opção de pagamento a fazer, ele vai optar pelos servidores. O discurso é o mesmo por parte dos governistas. Gehlen Diniz reforça que cada tópico da reforma está sendo incansavelmente debatido com os representantes dos sindicatos dos servidores públicos, e assim ocorrerá até o dia da votação. Portanto, não há motivos para adiar a votação. “A reforma é necessária. Ou ela é feita ou o Estado quebra de vez, mas juntos, nós estamos buscando a melhor saída para que os trabalhadores sofram o menor impacto possível”, disse ele. Os líderes sindicais prometem uma grande movimentação na terça-feira. A pergunta é: qual o deputado da base que terá coragem de peitar os servidores e votar favorável? Nos bastidores, dizem que já tem parlamentar trocando o voto.
APOIO MANIFESTADO
A deputada federal Vanda Milani (SD) sinalizou recentemente que poderá apoiar a reeleição da prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem. A afirmação da deputada pegou muita gente de surpresa, principalmente, pela gestora ser petista.
NÃO É ALIADA?
O PCdoB volta e meia insinua que não vê a prefeita Socorro Neri (PSB) como uma aliada, em especial, por ter retirado o ex-vereador Márcio Batista do comando da educação municipal. Ora, não seria o substituto dele também do PCdoB? Por qual razão o partido se sente preterido?
TUDO PARADO
O deputado Jonas Lima (PT) diz que o Estado estagnou desde que Gladson Cameli (PP) assumiu o comando do Acre. “Não tem conseguido aquecer a economia com a geração de emprego”, disse o petista.
CALANDO A BOCA DO POVO
O Gladson não só está pagando os funcionários em dias, mas, ele está quitando todos os calotes dados pela gestão, nos servidores, inclusive, as verbas indenizatórias. Se vários milhões de reais não tivessem sido usados para pagar os calotes, o governo teria feito mais investimentos. Talvez isso responda aos questionamentos de Jonas Lima.
APOIO A CANDIDATURA
É fato que o deputado Roberto Duarte não terá o apoio do governo do Estado em sua possível candidatura à Prefeitura de Rio Branco. Já não era bem visto pela equipe do governo e piorou muito desde que chamou Cameli de mentiroso.
ALIADO DO PT
Duarte tem sido chamado pelos aliados de Gladson como “aliado do PT e PCdoB”. A proximidade do emedebista com os dois partidos tem fortalecido a rixa entre os progressistas e Duarte.
O ENIGMÁTICO
O deputado Tchê (PDT) tem sinalizado que não votará favorável à reforma da Previdência estadual. Disse ele: “vou votar de acordo com minha consciência e com a linha do partido”.
TERÁ CANDIDATO
E por falar no pedetista, Tchê voltou a frisar que o PDT terá candidato na disputa a prefeito da Capital. Diz ele que será um nome novo, só não revelou quem é a pessoa. Ver para crer!
COBRANÇA
O secretário da Saúde, Alysson Bestene terá um árduo trabalho à frente da pasta. Seu tempo de carência ao retornar para pasta já está chegando ao fim. Daqui uns dias começam as cobranças dos parlamentares e da sociedade também.
DIÁLOGO I
O secretário de Saúde, Alysson Bestene já iniciou uma agenda de diálogo com os servidores das unidades hospitalares do Acre. Ele reconhece os problemas que a Saúde enfrenta, entretanto destacou que com o apoio de todos a pasta voltará aos trilhos para que o fluxo no atendimento volte à normalidade. Para isso, Bestene adiantou que o diálogo permanente com quem faz a Saúde de fato é importante em seu plano estratégico de gestão.
DIÁLOGO II
Em outro ponto, Alysson Bestene, que assumiu à Sesacre em meio às denúncias de desrespeito dos ex-gestores com os servidores públicos, ressaltou o trabalho que os profissionais desempenham nas unidades do Estado. Ele mencionou que “a missão é árdua”, no entanto, os servidores “se dedicam com amor e empenho”.
NOME DO SD
O vereador Joelson Pontes (PP) está encaminhando a sua filiação no SOLIDARIEDADE, para disputar a prefeitura de Brasileia, no próximo ano.
NA DÚVIDA
Quem também tem sinalizado que não votará favorável a PEC da reforma é o deputado Luiz Gonzaga (PSDB). Só saberemos de fato qual o posicionamento dele no dia da votação.
PL NA DISPUTA
A nacional do Partido Liberal (PL), em conjunto com a executiva estadual, decidiu ter candidato próprio à Prefeitura de Rio Branco nas eleições de 2020. O partido deverá lançar o nome do médico Eduardo Veloso.
VAI CONTINUAR
O governador Gladson Cameli já sinalizou que a procuradora de Justiça, Kátia Rejane, vai continuar no comando do Ministério Público do Acre por mais dois anos. O progressista deverá fazer o anúncio oficial nesta quinta-feira.
DISPUTA
Rosana Gomes é o nome que tem sido cogitado pelos Progressistas para disputar a prefeitura de Senador Guiomard em 2020. Contribui a seu favor o apoio do ex-prefeito James Gomes (seu irmão) e da cunhada, a senadora Mailza Gomes (PP), ambos possuem grande prestígio eleitoral.
NO PALANQUE DE ILDERLEI
Um dos motivos que têm levado o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, a pensar em reeleição, não é só o fato de ter melhorado a sua gestão, mas também as afirmações do governador de que dividirá palanque com ele. Isso aumenta suas chances de reeleger-se.
FRASE
“O Eduardo é um bom nome, é suplente de senado e é um cara muito preparado que chega a ser indiscutível”, declarou acrescentando (…) Para mim ele possui todas as características que uma pessoa tem que ter para agregar em torno de um projeto político”.
(Deputado Fagner Calegário ao comentar sobre a possível candidatura de Eduardo Veloso à Prefeitura de Rio Branco nas eleições de 2020)

TÃO ACRE
GOVERNADOR IMORTAL
O professor Geraldo Mesquita, o querido Barão, reserva moral do Acre, pontilhou seu governo íntegro moralizador pela mais absoluta correção e muitas realizações. Mas, a oposição e mesmo muitos políticos do próprio partido, barrados na gamela, remoíam-se de raiva por isso e outras coisas. Do período, uma deliciosa historinha inventada pela mente fértil sabe-se lá de quem.
Sete de Setembro, o governador desfila em jipe aberto do Exército, de pé, ao lado do comandante militar, sob aplausos dos estudantes e populares, o seu ajudante de ordens tenente PM Francisco Viana de escudeiro. Passando defronte da Biblioteca Pública, na Avenida Getúlio Vargas, um entusiasmado menino agita os braços e grita:
– Viva o governado imortal! Viva o governado imortal!
Mesquita, atraído pela louvação vê a criança, sorri, cena e recomenda ao tenente Viana:
– Olha, manda levar aquele menino na residência oficial que gostei muito dele, quero dar-lhe um pedaço de bolo, um guaraná e uma bolsa de estudos.
Encerrado o desfile e as solenidades palacianas, o governado dirige-se a à residência oficial na Avenida Brasil. Acaricia o esperto guri, leva-o a uma poltrona e interroga:
– Meu filho, gostei da sua manifestação, mas queria perguntar por que me chamou de imortal.
O moleque:
– É que lá em casa toda vez que o senhor aparece na televisão o pai diz: “Diabo, esse governador não morre nunca, não morre nunca”.
OUTRO PREÇO
No ano eleitoral de 1986, Edison Martins, irritado com os pontapés no vernáculo e até o talo com as bobagens, promessas e potocas dos candidatos – vereador, deputado, senador faze tudo pelos trabalhadores, menos se tornar um deles -, pediu-me publicar na seção “A Cidade Revista” comercial de sua lavra:
“Atenção, candidatos! Em matéria de discursos, não se acanhem. Corrijo, burilo, dou coloração a escolher, pinto, bordo, costuro, penteio, açucaro, apimento, inverto o conteúdo, mudo expressões, reduzo texto, corto palavras, aumento frases, etc. posso até redigir e datilografar. Mas aí são outros quinhentos”.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>