Das 1.300 espécies de aves existentes na Amazônia, 711 já foram registradas no Acre e outras 22 aguardam confirmação. Com vasta biodiversidade e 87% de floresta preservada, o estado tem se destacado no cenário nacional com a atividade de observação de aves, em decorrência das políticas de valorização do seu ativo ambiental.
Situado no Centro de Endemismo Inambari – área que concentra um grupo de espécies com padrão de distribuição geográfica restrita – o Acre pode ser considerado como uma das últimas fronteiras de biodiversidade, surpreendendo com espécies recém-descritas para a ciência, nos últimos dez anos, como é o caso da choca-do-acre e da e a maria-sebinha-do-acre.
“Essa diversidade de espécies tem chamado atenção de um segmento social que se dedica a uma atividade que se beneficia dessa biodiversidade de uma maneira contemplativa sem causar impactos e ainda gera aquecimento da economia local”, explica o ornitólogo (biólogo especialista em pássaros) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e entusiasta da atividade de observação de aves no Acre, Ricardo Plácido.
Nesta segunda-feira, 22, celebra-se o Dia Internacional da Biodiversidade, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), com intuito de conscientizar a sociedade sobre a importância da diversidade biológica e necessidade da proteção da biodiversidade em todos os ecossistemas do planeta.


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