Rio Branco
23°C
quarta-feira, 1 de julho de 2026
23:58

CAINDO FORA

O governador Gladson Cameli (PP) e a deputada federal Mara Rocha (PSDB) fizeram as pazes. O que ninguém esperava é que a reconciliação desses dois viria acompanhada da exoneração do secretário de Estado de Produção e Agronegócio, Paulo Wadt. O gestor foi uma indicação da própria Mara. Os dois romperam pouco tempo depois e foi aí que teve início a saga da tucana para tirá-lo do cargo. Mara chegou a acusar Wadt de ter nomeado uma sócia e funcionários de suas empresas de consultoria em cargos comissionados, denúncias também de ameaças e constrangimentos aos servidores da Emater, e até de intimidação aos pecuaristas do Acre, para venderem suas propriedades a pessoas de outros Estados. A recusa de Gladson fazer o que ela queria foi o que ocasionou o rompimento entre ela e o governo. Mas, com a presença do major Rocha no governo, era uma questão de tempo o retorno da tucana à base. O próprio Rocha batia muito nessa tecla. E o dia chegou, só não foi legal para o secretário. Vários nomes surgem como possíveis substitutos do pesquisador da Embrapa. Por enquanto, o governador se restringe apenas a dizer que Paulo deixará a equipe. Não quer correr o risco de brigar novamente com a irmã de seu vice-governador.

NOVO SECRETÁRIO

Circula rumores de que quem ocupará vaga de Wadt será o médico veterinário, Edivan Maciel Azevedo. Nos bastidores, comenta-se que o médico foi indicado antes mesmo do governador tomar posse, porém, por questões partidárias, acabou não sendo escolhido.

APROVADO

A notícia agradou ao setor. Dr. Edivan é um técnico reconhecido e respeitado no Estado, com muitos serviços prestados à pecuária. Resta saber se Cameli o convidará realmente.

CONFIRMADO

A pré-candidatura da deputada federal Vanda Milani (SD) está confirmadíssima. A presença da parlamentar enriquece o debate, pois, trata-se de uma pessoa qualificada. Sem falar que é uma oportunidade do Solidariedade potencializar suas propostas e ideologias e, consequentemente, fortalecer ainda mais a sigla na Capital.

NO INTERIOR

A executiva planeja estratégias para o lançamento de pré-candidaturas em demais municípios do interior do Acre. Com o fim das coligações proporcionais, a regra é montar chapas fortes para eleições de prefeitos e vereadores. A ideia, segundo o presidente da legenda, Israel Milani, é fazer o maior número de prefeituras e vereadores possíveis.

CHANCE ZERO

A participação de Milani na eleição municipal de 2020 veio acompanhada dos rumores de que o SD poderia abandonar a aliança com o governador Gladson Cameli (PP), haja vista que a tendência é que o Progressista também tenha candidatura na disputa. A deputada diz que a chance de isso acontecer é zero.

JÁ AVISOU

“O governador Gladson é um príncipe. Estou com ele desde a campanha e quando o Paulinho da Força pediu que eu me candidatasse à prefeita, a primeira coisa que fiz foi comunicar a ele. Ele me parabenizou e desejou boa sorte” disse Vanda a um site local.

TROCANDO NOVAMENTE

Gladson vai mesmo exonerar a secretária de Saúde do Estado, Mônica Feres. Não só ela, mas como todo a equipe de subdiretores. Muita gente chegou a duvidar que o governador fosse realmente dar a canetada. Sempre fez uma defesa cega com relação a gestora. Nada que uma visita a Unidade de Saúde não o faça mudar de ideia.

ANTIPATIA

Complicado para Gladson manter Mônica no cargo. Ela não tem a simpatia dos sindicatos, dos servidores efetivos e comissionados, e sua postura fechada e sem diálogo tem desgastado a gestão de Cameli.

FRACASSOU

Mônica assumiu a Saúde com o dever de “despolitizar” e melhorar de uma vez por todas o setor, porém não conseguiu cumprir sua meta. As constantes reclamações em torno do nome da médica teriam desagradado inclusive o governador, que sem paciência determinou a exoneração.

O ESCOLHIDO

O que se comenta na antessala do gabinete de Gladson Cameli é que ele já tem um nome para substituição imediata. E que dessa vez o andamento das demandas na Secretaria vai fluir. A tão sonhada ‘desburocratização’ de Cameli, pelos cochichos nos bastidores, poderá sair com a nova indicação. A torcida é que realmente aconteça. A cada troca de secretário, volta-se à estaca zero.

CHAMA O PAPA

Cameli, ironicamente, diz que vai chamar o Papa Francisco para pacificar a Saúde do Acre. “É impressionante a guerra interna que é. Vou colocar o Papa Francisco. Convidar ele para ele vir ser secretário”, disse ele. Deveria mesmo, pelo menos para orar pela pasta.

PREOCUPANTE

Brincadeiras à parte, Gladson tem uma grande responsabilidade nas mãos. A área da saúde é, sem dúvidas, um dos maiores gargalos do governo do Estado. E não é de hoje. A gestão passada também padeceu muito com os constantes problemas na pasta. A saúde pública está na UTI, portanto, Gladson tem que acertar na próxima escolha.

UPA DE CRUZEIRO DO SUL

Ainda sobre a área da saúde, o governador confirmou que vai inaugurar a UPA de Cruzeiro do Sul no dia onze de novembro. Segundo Cameli, os diretores da unidade serão escolhidos por meio de currículos avaliados por ele.

ESCOLHENDO A DEDO

“Vou olhar o currículo e escolher a dedo. Eu mesmo vou escolher. E o primeiro perfil que a pessoa terá que ter é amor. Vontade de querer fazer. Se a pessoa for lá só pelo salário não adianta. Eu tenho que ser claro, gente. Estou sentindo na pele”, frisou Gladson.

INVESTIMENTOS I

O deputado federal Jesus Sérgio (PDT) anunciou a destinação de mais de R$ 38 milhões de recursos para os municípios do Acre, provenientes de Emendas Parlamentares que serão destinadas à Saúde, Educação, Habitação e Obras de Infraestrutura do Estado.

INVESTIMENTOS II

Desse total, Jesus Sérgio destinou R$ 16 milhões para os municípios de: Tarauacá, Jordão, Assis Brasil, Brasileia, Cruzeiro do Sul, Manoel Urbano, Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Epitaciolândia, Plácido de Castro, Sena Madureira, Porto Acre, Rodrigues Alves, Senador Guiomard, Feijó e Mâncio Lima.

INVESTIMENTOS III

Para Jordão, Jesus Sérgio enviou R$ 1,5 milhão para ampliação do Hospital da Família, R$ 450 mil para construção de Quadra Poliesportiva e R$ 350 mil para edificação do Centro Cultural Indígena. O município de Porto Walter receberá R$ 250 mil para edificação do Espaço Cultural e R$ 800 mil para ampliação da Unidade Mista de Saúde.

DESTAQUE

O pedetista, sem dúvidas, tem sido um dos destaques na Câmara Federal. Tem feito um bom trabalho. E olha que estamos ainda no primeiro ano dessa atual legislatura.

FRASE

“Pessoal está achando que vai cair só a secretária. Vai cair a secretária e subdiretores. Não adianta trocar a secretária se não trocar o que está embaixo. Vou trocar tudo. Não estou fazendo terrorismo. Só estou cumprindo com o que eu disse”.

(Governador Gladson Cameli ao comentar mudança de gestores na Secretaria de Saúde do Estado)

TÃO ACRE

 IMPORTANTÍSSIMA REUNIÃO

 Em junho de 1994 o governador Romildo Magalhães da Silva mandou o chefe do gabinete civil, professor Geraldo Gonçalo da Costa, convocar todo o secretariado e diretores de empresas públicas para uma importantíssima reunião no auditório da Secretaria da Fazenda, às 9h em ponto, sem revelar o assunto. Cientificado, o diretor-presidente da Cohab-Acre, engenheiro Roney Neves, mandou recolher todos os projetos, planos, relatórios e plantas de casas para conjuntos populares programados, achando que, enfim, o governador ia autorizar as construções e liberar verbas, afinal, até aquele momento a Cohab-Acre não erguera nem casinha pau-da-gata em fundo de quintal.

No auditório lotado, todos apreensivos, aguardam a presença de sua excelência, que enfim chega no horário, isto é, com duas horas de atraso. Circunspecto, alisando o bigodão, falando grosso, Romildo abre a importantíssima reunião e declina a causa da convocação, realmente um problema de difícil solução:

– Eu quero saber de cada um dos senhores se devo fazer o arraial de São João na Chácara Cinco Irmãos ou na minha casa no Conjunto Ipê?

Roney Neves saiu irado, suando em bicas, rebocando até seu carro respeitável e pesada montanha de bojudos livros espiralados com planos, projetos e dezenas de tubos de metros e meio de comprimento com as plantas dessas casinhas que quando o sol entra o mutuário sai.

UM OLHO NA MISSA, OUTRO NO PADRE

Às vésperas das eleições de 1976 escreveu que “era candidato desconfiando do eleitor e eleitor desconfiando de candidato”, e exemplificou à sua maneira:

“Um eleitor me conta, num desabafo:

– Da vez passada, doutro, o candidato X me prometeu um terreno e não me deu, mas ficamos quites…

– Porquê?

– Porque não votei nele”.