O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) inicia na sexta-feira, 1°, a segunda fase da campanha de vacinação contra a febre aftosa nos 22 municípios. A estimativa do órgão é de que 3,3 milhões de bovinos e bubalinos sejam imunizados contra a doença até o fim da ação. De acordo com os dados da instituição, a primeira fase da atividade, realizada no mês de maio, vacinou 98% do rebanho do estado. O lançamento da segunda fase será em Senador Guiomard.
A ação será feita na propriedade do produtor rural Valdomiro Bento, localizada no quilômetro nove da rodovia AC-40, no Ramal Castanheira. Com isso, a ideia é mobilizar pequenos produtores rurais para aderirem intensamente a campanha e manter o status de território livre da aftosa, conquistado há quase 20 anos. “Tivemos um grande sucesso na campanha de maio, com o rebanho até 24 meses, e queremos repetir em novembro”, fala o diretor-presidente do Idaf, Rogério Melo.
A ação desenvolvida no mês que vem será a última a ser feita no Acre. Isso porque a partir de 2020 ela deixará de ser promovida. O processo segue um cronograma do governo federal e o Acre está no primeiro bloco dos estados que devem deixar de vacinar o rebanho. “Devido à execução de um plano estratégico de erradicação da febre aftosa, que tem o objetivo de fazer com que todo o território pare de vacinar e se torne uma zona livre de febre aftosa, sem vacinação”, explica ele.
De acordo com o Idaf, o Acre possui cerca de 3,3 milhões de cabeças de gado e esse número representa um patrimônio pecuário avaliado em R$ 4 bilhões. Segundo o diretor-presidente, o setor é o terceiro que mais movimenta economicamente o Produto Interno Bruto (PIB) do estado, com cerca de R$ 1 bilhão anualmente. Os números do do Idaf apontam ainda que mais de 2 milhões de vacinas já foram adquiridas para serem comercializadas no mercado local em novembro.
Melo afirma que a intenção do governo federal é valorizar o produto acreano com o fim das campanhas a partir do próximo ano. Ele afirma que a maioria dos países não quer comercializar com regiões que vacinam. “Eles querem negociar com regiões que não vacinam e consigam, ainda assim, garantir a sanidade desse produto. O Acre tem uma vantagem grande. Faz limite com o Peru e com a Bolívia. Peru já é livre de vacinação há muito tempo e a Bolívia se tornou livre”, fala.
O diretor-presidente diz que a vacina é uma medida preventiva. Ele destaca que o estado deve mostrar que consegue garantir a fiscalização e educação sanitária para se manter livre da aftosa sem precisar da vacina. A campanha será realizada em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Acre (Fundepec), federações da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac) e dos Trabalhadores na Agricultura (Fetacre).


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