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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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PUNIÇÃO SUSPENSA

A direção nacional do PDT suspendeu a punição imposta ao deputado federal Jesus Sérgio (PDT/AC) e mais sete deputados do partido, por terem votado favoráveis à reforma da Previdência enviada à Câmara dos Deputados pelo governo Bolsonaro. O pedetista estava impedido de falar em nome do Partido. Com isso, os parlamentares voltam a ter suas prerrogativas partidárias normalizadas, que incluem ocupar cargos no partido e de vice-líder na Câmara. A decisão do partido só corrobora a tese desta Coluna de que as chances de Jesus Sérgio, – como os demais deputados ameaçados -, ser expulso da legenda sempre foi zero. Essa decisão acarretaria em prejuízos para o partido. O PDT perderia não apenas integrantes, mas colocaria em risco também sua participação no fundo eleitoral. Como o dinheiro é distribuído de acordo com o número corrigido de cadeiras do partido no Congresso, a diminuição da bancada teria impacto no Caixa das candidaturas. Se o PDT mandasse embora todos os dissidentes ao fim do processo instaurado na Comissão de Ética, perderá 30% de sua bancada, ou seja, oito membros de um total de 27. Portanto, a sigla tem muito mais a perder do que os deputados “rebeldes”.

JOÃO SENDO JOÃO

O vereador João Marcos Luz (MDB) voltou a polemizar entre os colegas de parlamento. Na sessão de ontem acusou os demais vereadores, exceto N. Lima, de fazerem tudo que a prefeitura da Capital manda. Os parlamentares ficaram que nem siri dentro de uma lata. Todos revoltados.

OFENSAS

O vereador Célio Gadelha (PSDB) não está errado em se defender das “acusações de Luz. Mas, perde a razão quando baixa o nível do discurso. Chamá-lo de “safado” lhe tirou toda a razão dentro do debate.

MAIS DESTAQUE

E outra coisa, o fato de João Marcos ter chegado ao parlamento municipal por meio de uma suplência não o torno menos vereador que o Célio Gadelha. Ao contrário, não tem nem um ano que o emedebista assumiu a cadeira na Câmara e já tem mais destaque na mídia do que o tucano.

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR

Uma coisa não se pode negar, João Marcos não foge de nenhum debate, seja polêmico ou não. Se tiver que fazer uma fala dura, faz. Se excede em algumas ocasiões, mas não seja comum no parlamento legislativo.

NADA DE INAUGURAÇÃO

Já na Aleac quem “polemizou” foi o deputado Chico Viga (PHS) ao apresentar um PL que veda “a inauguração de obra pública incompleta ou que não atende ao fim a que se destina”. A justificativa, “almejar maior moralidade da administração, em desfavor de agentes políticos que fazem uso de estratégias eleitoreiras que visam somente a promoção pessoal”. E qual o político que nã faz isso?

FORA DA LISTA?

Ao apresentar o PL, consequentemente, viga se retira da lista de parlamentares que usam de tal estratégia eleitoreira para promoção pessoal. Só que não!

DESABAFO

A prefeita Socorro Neri (PSB) fez uma espécie de desabafo em sua página no Facebook contra aqueles que criticam sua gestão, especialmente o setor de infraestrutura. Frisou que neste ano “a Prefeitura já fez o dobro do que fez em anos anteriores, e com recursos próprios e sozinha, sem parcerias. Tudo isso num momento em que a crise financeira tem se agravado”.

PROBLEMAS

Lamentou ainda que algumas pessoas “só enxerguem [os problemas] onde a Prefeitura ainda não conseguiu resolver”.

DESONESTO

Ainda como parte da argumentação contra seus críticos, Socorro Neri diz que não reconhecer o que tem sido feito pela atual gestão “e cobrar da Prefeitura que resolva, num verão só, problemas que se arrastam há anos, não é honesto”. “Sigamos fazendo o melhor possível com as condições financeiras que temos. Essa é nossa obrigação e compromisso”, acrescentou.

APROVADO

Os deputados estaduais aprovaram ontem o PL do Executivo que trata sobe a renegociação da dívida do Estado. Com isso, o governo do Estado poderá obter um fôlego no pagamento de parcelas de empréstimos já em andamento. O valor da renegociação permitido pelo tesouro nacional é de R$ 1 bilhão. A dívida do Estado gira em torno de R$ 3,8 bilhões.

APLICAÇÃO DOS RECURSOS

Os recursos serão aplicados, exclusivamente, na liquidação de contratos de empréstimos com aval do governo federal, de forma a melhorar o perfil do endividamento do Estado do Acre.

TROCA DE DÍVIDAS

O PL não se trata de assunção de novas dívidas, mas sim de autorização para que o Governo do Estado renegocie junto ao Banco Brasil Plural, o qual já sinalizou positivamente para a operação pretendida. Disse ainda que a troca da dívida poderá gerar uma economia mensal de mais de R$ 150 milhões aos cofres públicos, valor que deverá ser investido em outros setores como saúde, segurança e educação.

DEBATE

A discussão sobre o melhoramento dos ramais voltou a ser pauta de debate na Aleac. O deputado José Bestene (PP) garantiu que todos os municípios serão beneficiados. Ele frisou que uma reunião com o secretário de Estado de Infraestrutura e o diretor-presidente do Deracre, Ítalo Medeiros, garantiu a inclusão dos demais municípios.

ORDEM DO DIA

O PL que trata sobre os critérios de distribuição da parcela do ICMS pertencentes aos municípios. De toda arrecadação do ICMS, 25% devem ser destinados às 22 prefeituras voltou a ordem do dia na Aleac. A matéria, em termos de polemica, só perde para a proposta que alterou as regras da LDO do Estado.

PREOCUPADOS

Os deputados estaduais, em especial, os da oposição, temem que as prefeituras do Acre quebrem com a redução dos recursos. Edvaldo Magalhães lembra que a proposta inviabiliza 14 dos 22 municípios.

PERDA ALTA

Tem município que perderá R$ 500 mil, R$ 200 mil, R$ 100 mil por mês. Em uma crise profunda, impossível que alguém assine embaixo na retirada de recursos. Ninguém aguenta reduzir R$ 30 mil em suas receitas. Com certeza a prefeitura quebra.

IMPORTANTE

De extrema importância o estabelecimento dessas regras, porém, mais importante ainda é que seja levado em consideração um valor justo para cada prefeitura receber. Que seja equânime.

SEM CRÍTICAS

E quanto a prefeita Socorro Neri, não há porque os demais prefeitos a criticarem. Ao tomar conhecimento acerca do erro, cabia a ela unicamente buscar receber o valor correto, sob pena, sim, de prevaricar caso ignorasse a situação.

FRASE

“Foi centralizado nos seis municípios, mas não foi o governo que centralizou. O que é importante é que todos os municípios serão beneficiados. Eu não sei que tipo de acordo foi feito, mas todos serão beneficiados. Pelo menos eu ouvi do Ítalo e do Thiago os municípios serão beneficiados”.

(Deputado José Bestene sobre melhoramento dos ramais do Estado)

TÃO ACRE

CRAQUE ELÉTRICO

O zagueiro Deca (Roberto de Almeida), da constelação dos craques do passado recente de nosso futebol, atuava no Independência. Como era muito chegado a cachaça, era um drama o técnico Walter Félix de Sousa segurar não apenas o Deca, como a outros jogadores tricolores da atração neles exercida pela bebida, principalmente, às vésperas de clássicos.

Num sábado de manhã em que o sol forte e o calor convidavam a acreanada ao lazer etílico, o Té desconfiou que o zagueiro Deca no dura estava nos botecos da afamada Rua 6 de Agosto. Problemas de última hora impediram que logo se mandasse à casa do jogador para checar se realmente estava concentrado para o importante jogo com o Juventus na tarde seguinte.

Mas, depois das 14 horas mandou-se para o fim da Rua do 2º Distrito, direto à residência do Domingos Preto, pai do terror dos atacantes. Perguntou:

– Seu Domingos, cadê o Deca?

– Não está, seu Té.

– Meu Deus, está bem na cana e amanhã tem jogo!

– Não sei, seu Té, me parece que está no igarapé da Judia, mas não está bebendo, não. Informou o autor dos Dias do Deca.

O técnico disparou no seu fusquinha direto ao igarapé. Viu o Deca, apenas de calção, garrafa e copos no tronco da mangueira, mais que mamado, entre parceiros de opa. Berrou, desanimado:

– Deca, porra, amanhã tem jogo e você na cachaçada!

E o Deca, equilibrando-se como podia, já arrepiando carreira para mergulhar:

– Estou bebendo, não. Não estou, não, seu Té. O senhor não sabia que sou o famoso poraquê da Judia?