O governador Gladson Cameli (PP) e o vice Major Rocha (PSDB) não podem ser criticados por unirem forças para disputar a prefeitura de Rio Branco na eleição do próximo ano. O motivo é simples, possuem o direito de buscar a melhor estratégia para suas respectivas legendas. Partido que não busca cresce acaba sumindo do ‘mapa’ por falta de representatividade. Cameli e Rocha foi uma parceria que deu certo, portanto, natural que cogitem unir as legendas no Executivo Municipal também. Dito isto, o anúncio de Gladson não deveria pegar ninguém de surpresa, afinal, os dois já vinham há tempos cogitando essa ideia. As duas siglas possuem uma grande chance de formar uma chapa forte. A única ressalva é uma chapa com Minoru Kinpara (PSDB) e Alysson Bestene (PP). O progressista não tem densidade eleitoral em Rio Branco, mas o fato de ser do mesmo partido que o governador do Estado possa ser benéfico. Nos bastidores o que se comenta é que o fortalecimento da união entre PP e PSDB não tem sido bem vista pelo MDB. Os emedebistas ainda estavam na esperança ter o apoio do chefe do Executivo na candidatura de Roberto Duarte a prefeitura da Capital. Inocência ou expertise?
NÃO ESTÁ ERRADO
Quando Rocha e Cameli partem para fortalecer seus respectivos partidos não fazem mais do que a sua obrigação de buscar o PSDB forte nas eleições municipais do próximo ano. Um partido fraco também lhes prejudica.
DESMENTIU RUMORES
Gladson desmentiu os rumores de que estaria de malas prontas para ingressar no ninho tucano. Já tinha cantado essa bola aqui na Coluna. As chances de Cameli deixar o Progressista é a mesma que nevar no Acre, ou seja, zero.
ELOGIOS DE BESTENE
Gladson Cameli e o deputado José Bestene, ambos do PP, não estavam brigados, conforme foi suscitado na imprensa. Portanto, não é de se estranhar a ‘rasgação de seda’ entre os dois durante a entrevista no programa “Fale com o Governador”, na Rádio Aldeia FM, ontem.
CONVITE
Nesse mesmo programa Cameli afirmou que revelou que Bestene foi, sim, convidado para gerir a secretaria estadual de Saúde (Sesacre). “Ele só não foi secretário porque não quis”, disse o governador.
DO CONTRA
O deputado ganhou fama de puxar as propostas do governo para trás na Aleac, ao fazer linha de frente contra projetos de Gladson na Casa do Povo. Mas, Bestene garante que tudo não passou de mal-entendido. Apenas alertava o Executivo quanto a inviabilidade de determinadas matérias.
AINDA VIOLENTA
Em que pesem as ações dos policiais no combate à criminalidade, Rio Branco continua a ser uma cidade violenta, muito violenta. A tão sonhada sensação de segurança ficou na promessa.
AMARRADOS
Os dirigentes do PCdoB e do PT não vão mexer uma pedra sobre a sucessão municipal, antes da prefeita Socorro Neri se pronunciar se disputará ou não a reeleição. Vão ter que espera o próximo ano, quando a prefeita finalmente falar.
ESCOLHENDO O VICE
A prefeita Socorro Neri, caso decida disputar a reeleição, deverá pensar bem em que convidará para ser o vice. O cuidado é necessário para não ocorrer com o mesmo que Marcus Alexandre. Escolheu um nome com grande desgaste. Acabou perdendo voto.
INDO BEM
A senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTA) vem fugindo do mandato trivial. Está correta! Sua postura tem lhe rendido muitos elogios enquanto parlamentar.
CANDIDATURA ÚNICA
O senador Márcio Bittar (MDB) é um entusiasta a que a oposição tenha um único candidato a prefeito de Brasiléia no próximo ano. Tem feito reuniões e pregado a candidatura única como uma forma de derrotar a favorita prefeita Fernanda Hassem (PT), tarefa que sabe ser dura.
VAI DISPUTAR
O filho do ex-deputado Roberto Filho, Bebeto Júnior vai às urnas em 2020. Tentará uma das cadeiras da Câmara de Rio Branco. “Dessa vez não vamos entrar para brincar. É para conquistar a cadeira”, disse ele.
TEM FORÇA
O ex-senador Jorge Viana, embora enfraquecido com a última derrota para o Senado e o seu partido estar fora do poder no Acre, ainda assim continua a ser a maior liderança do PT. E é o único com capacidade de montar uma articulação para tentar voltar ao poder em 2022.
META PRINCIPAL
O senador Sérgio Petecão (PSD) fala não ser prioridade este ano o seu partido discutir candidaturas a prefeito, mas procurar montar chapa de candidatos a vereador em todos os municípios acreanos. Por isso, Petecão, tem se esquivado dos debates para as prefeituras.
NÃO É TAREFA FÁCIL
A candidatura única a prefeito, como defende algumas lideranças, não será tarefa cômoda, porque devido o fim das coligações proporcionais, cada partido vai querer ter um candidato majoritário para dar palanque às candidaturas próprias a vereador de Rio Branco.
FICAR NO ENXUGA GELO
Quando o debate é sobre segurança pública, o senador Sérgio Petecão (PSD) sempre foi muito pragmático. Costuma dizer que “se o Estado não gerar emprego para a juventude desses bairros, o ciclo da violência irá continuar crescendo. Será um enxugar de gelo”. Tem razão!
NO COMANDO
O presidente da Aleac, deputado Nicolau Junior (PP) tomará a frente das relações políticas entre o Legislativo e Executivo. Toda matéria vinda do governo será detalhada por ele aos colegas de parlamento.
NÃO DESARQUIVA
Falando em Nicolau, ele já confirmou que não desarquiva o projeto do governo que propunha modificações na LDO. Diz que vai respeita a decisão do colega de parlamento, Jenilson Leite (PCdoB), que presidia a mesa naquela ocasião.
NADA A SER FEITO
Na realidade, não há nada a ser feito por Nicolau. O Regimento Interno da Alea é bem claro quanto a questão. Uma vez arquivada uma matéria, só poderá ser apresentada e, consequentemente, apreciada no próximo ano legislativo.
FRASE
“Nesse momento é fundamental a junção dos poderes para que dê certo, porque ele [Gladson] trabalha nesse rumo, de ver o Acre desenvolvido”.
(Deputado estadual José Bestene, do PP, ao comentar sobre o governo de Gladson Cameli e as dívidas contraídas da gestão anterior).

TÃO ACRE
IMPORTANTÍSSIMA REUNIÃO
Em junho de 1994 o governador Romildo Magalhães da Silva mandou o chefe do gabinete civil, professor Geraldo Gonçalo da Costa, convocar todo o secretariado e diretores de empresas públicas para uma importantíssima reunião no auditório da Secretaria da Fazenda, às 9h em ponto, sem revelar o assunto. Cientificado, o diretor-presidente da Cohab-Acre, engenheiro Roney Neves, mandou recolher todos os projetos, planos, relatórios e plantas de casas para conjuntos populares programados, achando que, enfim, o governador ia autorizar as construções e liberar verbas, afinal, até aquele momento a Cohab-Acre não erguera nem casinha pau-da-gata em fundo de quintal.
No auditório lotado, todos apreensivos, aguardam a presença de sua excelência, que enfim chega no horário, isto é, com duas horas de atraso. Circunspecto, alisando o bigodão, falando grosso, Romildo abre a importantíssima reunião e declina a causa da convocação, realmente um problema de difícil solução:
– Eu quero saber de cada um dos senhores se devo fazer o arraial de São João na Chácara Cinco Irmãos ou na minha casa no Conjunto Ipê?
Roney Neves saiu irado, suando em bicas, rebocando até seu carro respeitável e pesada montanha de bojudos livros espiralados com planos, projetos e dezenas de tubos de metros e meio de comprimento com as plantas dessas casinhas que quando o sol entra o mutuário sai.
ARENA JOVEM
Geraldo Gurgel de Mesquita, nomeado governador do Acre, poucos dias após a posse reuniu jovens arenistas no auditório do então Ceseme (Complexo Escolar de Ensino Médio) para tratar do futuro da Arena Jovem, radioso e cor-de-rosa, naturalmente.
Um dos líderes do setor juvenil daquele que um dia foi o maior partido do Ocidente, era o hoje juiz Rivaldo Batista Guimarães, que pediu a palavra e baixou o cacete na Arena Jovem, supondo que era esse grêmio uma criação do governador Wanderley Dantas, a quem Mesquita sucedera e com quem não se cheirava, embora correligionários.
Enquanto Guimarães criticava “a inoportunidade da existência da Arena Jovem”, provando por A mais B que “a juventude nada queria gestos desesperados ao orador em pique de entusiasmo, sinalizando que o mentor da Arena era o Mesquita, que fundara o ‘partidinho’ quando deputado federal.
O gestual do Édison foi interpretado como endosso pleno dos ditirambos pelo orador, o qual cresceu de entusiasmo e de cacetadas ‘palavrórias’ no negócio. Só depois que terminou a peroração e ninguém bateu palmas é que sentiu a mancada. Mas era tarde, a Inês morta, a vaca tinha ido para o brejo e o Barão anotara tudo que o moço dissera de sua Arena Jovem, bolada para atrair sangue novo e varonil ao carcomido ex-PSD fantasiado de Arena.


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