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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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Inadimplência de micro e pequenas empresas cresce 4,1% no Acre

A inadimplência das micro e pequenas empresas do Acre cresceu 4,1% em um ano, no período de julho de 2018 a julho de 2019.

De acordo com o ranking divulgado nesta 1ª semana de outubro pela Serasa Experian, o Amapá teve a maior alta, que chegou a 12,0%, no número de micro e pequenas empresas com dívidas atrasadas e negativadas, no comparativo ano a ano. Na sequência estão Rio de Janeiro (10,8%) e Rio Grande do Sul (9,9%).

Cinco Estados apresentaram queda: Santa Catarina (-12,6%), Alagoas (-5,0%), Rio Grande do Norte (-3,1%), Piauí (-2,7%) e Maranhão (-0,2%).

No país, em números absolutos, 5,5 milhões de micro e pequenas empresas estavam inadimplentes em julho de 2019, um novo recorde da série histórica iniciada em março de 2016.

Quais são as principais causas de inadimplência nas empresas?

As empresas ficam com débitos em aberto por diferentes motivos. De modo geral, eles têm relação com o consumidor. Quando o cliente compra de forma parcelada e deixa de pagar sua dívida, há um desequilíbrio financeiro. Se isso acontece com diferentes vendas a prazo, o resultado é um desencaixe significativo.

Em outras palavras, a empresa tem muitas contas a pagar e poucas a receber, porque os clientes estão inadimplentes. Por isso, os fatores que, geralmente, levam a empresa a deixar de honrar os compromissos são os mesmos que geram os problemas de pagamento para o consumidor.

Compras de terceiros

O consumidor, muitas vezes, empresta o seu nome para outra pessoa comprar algo parcelado. Essa atitude é comum em períodos de alta da inadimplência, como nas crises financeiras.

O problema acontece quando o boleto ou a fatura deixa de ser pago por quem adquiriu o item. Em muitos casos, a empresa deixa de receber o dinheiro. Para ter uma ideia de como essa prática é ampla, 4 de cada 10 brasileiros já admitiram utilizar essa estratégia. Além disso, ela gera 5% da inadimplência.

Ausência de educação financeira

A educação financeira é um problema para o consumidor brasileiro. Além de existirem 61,4 milhões de consumidores com débitos em aberto, o planejamento e os investimentos costumam ser ignorados — aliás, 58% da população não tem aplicação financeira.

Esses dados evidenciam que é preciso aprofundar os conhecimentos para evitar problemas. Além disso, a educação financeira permite organizar melhor o consumo e tomar decisões mais conscientes. Tanto que o descontrole é responsável por 11% da inadimplência.

Aumento do desemprego

O crescimento do desemprego é derivado de um processo de desaquecimento econômico. Devido às dificuldades financeiras, as empresas precisam demitir. Com isso, as pessoas se endividam e deixam de gastar, o que restringe ainda mais o crédito. Vale a pena mencionar que esse fator é o principal responsável pelo inadimplemento, com 26%.

Redução da renda média

A diminuição da renda é responsável por 14% da inadimplência dos consumidores. É o segundo fator mais relevante, conforme apresentado em pesquisa da Serasa Experian já mencionada. Essa redução é derivada do desemprego, que faz as pessoas priorizarem os pagamentos e os itens de necessidades básicas no orçamento. Com o tempo, as dívidas acumuladas geram um problema significativo.( com informações do blog Serasa Experian)