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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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Direção da Polícia Civil do Acre diz que corte no combustível é readequação de gastos

A direção Geral de Polícia Civil divulgou na tarde de ontem, 3, uma nota de esclarecimento acerca dos cortes em 50% da cota de combustível para as viaturas da Polícia Civil em todo o Estado.

Em relação à redução de 50% na cota de combustível a direção afirma que está promovendo ações de ordem administrativas e de readequação de gastos, mas que nenhuma Delegacia Regional e/ou Especializada terá seus trabalhos comprometidos e ficará sem abastecer suas viaturas. Essa readequação na cota de abastecimento ocorrerá, de acordo com a nota, conforme a demanda de cada unidade.

A direção da Polícia Civil também falou sobre a denúncia do sindicato da categoria do suposto fechamento das delegacias regionais. “Quanto a possível reestruturação das Delegacias Regionais, esse é um estudo que está sendo feito pela DGPC, juntamente com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Executivo estadual”, diz a nota.

A Polícia Civil também nega o possível fechamento de delegacias na região do Alto Acre. “Por fim, não existe nenhuma tratativa ou pensamento, no momento, da DGPC/AC em “fechar” delegacias na região do Alto Acre, sendo que as unidades são essenciais para a nova política de Segurança Pública que está sendo implementada no Estado do Acre”.­

Sindicato demonstra preocupação

A decisão preocupa o Sindicato dos Policiais Civis do Acre (Sinpol) que afirma de forma categórica que a redução no combustível vai prejudicar o trabalho policial. “É impossível realizar o trabalho com essa cota. Estamos muito preocupados. Essa decisão vai impactar na diminuição do número de elucidação de crimes, diminuição no número de mandados de prisão cumpridos e isso vai recair nas costas do servidor, que não tem culpa nenhuma, afirma Tibério César da Costa, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Acre.

Tibério afirma ainda que há delegacias que tem apenas uma viatura. “Temos delegacias que só tem um carro para fazer tudo, intimação, investigação e demais deslocamentos oficiais. Isso inviabiliza os trabalhos”, explica.

O presidente do Sinpol denuncia ainda que a suposta extinção das primeira e quarta regionais da Polícia Civil vai trazer prejuízos à população. “Vão fechar essas duas regionais com a justificativa de otimizar o atendimento. Mas como? Se um cidadão que mora no Calafate ou na Habitasa, por exemplo, vai ter que se deslocar até a Baixada da Sobral para registrar uma simples ocorrência?”

Outra preocupação, segundo Tíbério, é a possibilidade de uma das delegacias na região do Alto Acre. “Vão fechar uma das delegacias. Só não decidiram ainda se vai ser a de Brasileia ou Epitaciolândia, o que também vai ser um prejuízo para população”, afirma o presidente do Sinpol.