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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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Violência contra as mulheres: 1 agressão a cada 4 minutos no Brasil

O Ministério da Saúde registra que, no Brasil, a cada quatro minutos, uma mulher é agredida por ao menos um homem e sobrevive. No ano passado, foram registrados mais de 145 mil casos de violência — física, sexual, psicológica e de outros tipos — em que as vítimas sobreviveram.

A conclusão vem de dados inéditos do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), obtidos via Lei de Acesso à Informação. A reportagem analisou 1,4 milhão de notificações recebidas de 2014 a 2018.

Nos últimos anos, houve aumento expressivo nos registros de violência física, psicológica e sexual, de acordo com a base de dados da pasta. A tendência de crescimento se manteve ano após ano.

A reportagem ainda informa que os registros de violência sexual, por exemplo, tiveram aumento de 53% no período. Nesse tipo de agressão, 7 em cada 10 vítimas são crianças e adolescentes (têm até 19 anos).

Estupros coletivos (cometidos por mais de um autor homem) contra mulheres foram 3.837 no ano passado. Quando se considera também os registros de outros perfis de vítimas, incluindo as do sexo masculino, o total chega a 4.716, uma média de 13 casos por dia.

O número não inclui as mulheres assassinadas, já que elas não são objeto do mesmo tipo de notificação. Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2017 houve 4.396 assassinatos de mulheres no país.

‘Botão da Vida’

O aplicativo acreano Botão da Vida pretende afastar agressores de suas vítimas. Funciona basicamente com uma central no Ciosp, que ao ser acionada, envia a Patrulha Maria da Penha.

São 15 policiais, sendo dez do sexo masculino e cinco mulheres, devidamente treinados para esse tipo de trabalho.

Acionado o aplicativo, na central do Ciosp aparecerá a foto do agressor, as informações do processo e a foto da agredida. Além disso, a geolocalização, que surge na tela do atendente, mostrará exatamente onde estará ocorrendo a reincidência.

Devidamente preso em flagrante, o indivíduo responderá a mais um processo, que deverá ser oferecido pelo Ministério Público do Estado do Acre.

Mas o serviço não se restringirá somente às prisões. Haverá também rondas semanais próximas às casas das vítimas. (Com informações do jornal Folha de São Paulo)