Único zoológico do Acre, o Parque Chico Mendes fechará as portas para visitação do público a partir da próxima semana, segunda-feira, 9, para reforma. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente de Rio Branco (Semeia), administradora do espaço, a obra de revitalização deve custar cerca de R$ 2 milhões e durar seis meses, o que significa que um dos pontos turísticos mais visitados do estado deve ser reaberto para atividades de lazer do público no início do mês de março.
Titular da Semeia, Aberson Carvalho explica que o ponto turístico está com o mirante interditado devido as condições precárias da estrutura, que oferece risco de segurança. O mirante é o espaço em que os visitantes podem conferir os atrativos numa espécie de vista aérea. “A previsão é que fique fechado até seis meses. Estamos em busca de fazer um contrato para desmontar o mirante. As copas das árvores ficaram maiores que o mirante, deixou de ser mirante. Vamos retirar”, diz.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Rio Branco enfatiza que a pasta buscará recursos para que um novo mirante, maior do que o existente atualmente, seja construído no Parque Chico Mendes. Ele acrescenta que diversos pontos do local serão revitalizados durante o período de obras. “A previsão é de recuperação da parte de convivência, da fachada e de todo pavimento do parque”, completa. O gestor destaca que o Horto Florestal também será reformado.
A previsão é de que as obras de melhorias no Horto sejam concluídas até o fim deste ano. “Desde a questão das iluminações, com as aplicações de LED, ampliação e construção dos blocos administrativos e também o calçamento da pista de caminhada”, enfatiza Carvalho. Ele destaca que o processo de revitalização dos dois espaços tem o objetivo de proporcionar locais de lazer e entretenimento aos rio-branquenses e turistas que visitam a capital, além do contato com a natureza.
Incêndio
Administradora do Parque Chico Mendes, Joseline Guimarães, contou que um incêndio florestal destruiu dois hectares de mata do local na semana passada. Segundo ela, o fogo não chegou dentro do zoológico, mas algumas espécies de animais que viviam na floresta morreram com a queimada. “Temos um plano de combate a incêndios florestais preventivo, mas este ano nem o plano conseguiu combate. Nos dois hectares queimados morreram espécies que temos soltas como tatu, anfíbios e serpentes. Infelizmente, essa prática é nociva à floresta e à gente mesmo”, pontua ela.


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