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domingo, 5 de julho de 2026
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Segunda parte do crânio de réptil gigante é encontrado em Brasiléia

Pouco menos de um mês após encontrar o fóssil de um réptil às margens do Rio Acre, o pescador José Militão e seu filho Robson continuaram a busca de partes do (Purussaurusbrasiliensis) Purussaurus, com ajuda de terceiros, obtiveram sucesso.

A segunda descoberta foi feita poucos metros de onde encontraram a primeira, que agora completa a cabeça do animal que está extinto há oito milhões de anos.

O pescador José Militão fala da satisfação em encontrar a segunda parte do fóssil. “Continuei a busca porque a gente achava que tava o resto da cabeça, e cavando consegui encontrar o crânio dele (Purussaurus) e fiquei muito contente porque agora tem uma cabeça inteira”, ressalta José.

Uma equipe de pesquisadores da UFAC liderada pelo paleontólogo Jonas Filho, esteve no local onde realizaram a extração do fóssil levando para os procedimentos cabíveis no campus da Universidade na capital.

“Estamos aquí para  resgatar o crânio. Onde, naquela ocasião, foram levados as mandíbulas, e o crânio tinha  ficado, onde foi feita uma segunda escavação. Agora a cabeça está completa com mandíbula e o crânio”, disse paleontólogo JonasFilho.

Conforme o pesquisador, o fragmento encontrado é uma mandíbula que compõem o crânio de um Purussauro – um réptil pré-histórico – que viveu nos rios e pântanos da floresta amazônica e que tinha mais de 12 metros de comprimento.

“É um jacaré Purussauro, um dos maiores que já existiram na Amazônia, mas isso há cerca de 8 milhões de anos. É uma mandíbula completa, no caso, pode até se considerar um material inédito, porque às vezes você encontra, mas separada. Parece que além da mandíbula, tem um crânio que está sendo exposto. Então, isso tem relevância científica e museológica também, é um patrimônio público”, afirmou o paleontólogo.

O pesquisador parabenizou o trabalho do carpinteiro e pai do menino que fez a escavação com todo cuidado e, praticamente, não danificou o fóssil. “O senhor José foi bastante habilidoso em tirar o material até certo ponto. Tem que dar parabéns para o trabalho que ele fez, é um trabalho de paciência, um trabalho de técnico”, disse. (Com informações SECOM)