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quinta-feira, 2 de julho de 2026
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Acre triplica área de desmate em um ano, diz Imazon

Produzidos e divulgados nesta sexta-feira, 12, pelo instituto Imazon, os novos dados de degradação e desmate no Acre são assustadores: Comparando junho de 2018 com junho deste ano o desmatamento calculado em quilômetro quadrado cresceu 300% no Estado, o maior entre todos os Estados Amazônicos para o período.

O Acre desbanca desmatadores tradicionais como Rondônia, Mato Grosso e Pará -mas muito mais que isso os Estados que mais destroem a natureza reduziram seus desmatamentos. Com isso, no geral os desmates caíram 31% na Amazônia em um ano quando calculados por.

No Acre, o desmate foi de 10 km2 em junho de 2018 e este ano foram derrubados 40 km2, o que gera 300% de aumento. Os números podem ser vistos de diferentes maneiras.

Entre agosto de 2018 e junho de 2019, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), divulgado pelo Imazon, detectou 3.767 km² de desmatamento na Amazônia Legal, um aumento de 4% em relação ao período anterior. Desse total, 801 km² foram destruídos em junho de 2019. Pesquisadores do Imazon identificaram 7.177 alertas de desmatamento no mês.

Amazonas e Pará lideram o ranking de junho com 30% e 26% do total desmatado, respectivamente, seguido por Rondônia (19%), Mato Grosso (17%), Acre (5%), Roraima (1%), Tocantins (1%) e Amapá (1%). Ao comparar o total desmatado em junho de 2019 com o mesmo mês do ano anterior, há uma redução de 31%.

Entretanto, vale ressaltar que o mês de junho de 2018 apresentou a maior área desmatada já detectada em um único mês na série histórica do SAD desde 2008. Ou seja, apesar da redução, a Amazônia segue sob intensa pressão de desmatamento.

Já a degradação florestal, quando a destruição das florestas ocorre por corte seletivo das árvores ou por queimadas, somou 49 km², um aumento de 23% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando fechou em 40 km².

De acordo com a geografia do desmatamento, maior parte do desmatamento (56%) ocorreu em áreas privadas ou sob algum estágio de posse. O restante foi registrado em Assentamentos (26%), Unidades de Conservação (13%) e Terras Indígenas (5%).