Com o fator casa favorável, o Brasil voltou a vencer a disputa de uma Copa América de Futebol, a nona da história do país.
No percurso até a taça, o Brasil tropeçou na retranca da Venezuela, assim como no ferrolho paraguaio – dois empates sem gols. Os resultados deixaram o torcedor de orelha em pé, assim como grande parte dos analistas esportivos.
O grande teste brasileiro ficou para as semifinais, contra os hermanos argentinos. O melhor jogo coletivo dos brasileiros, explorando os lados do campo, e ainda contando com as boas atuações de Daniel Alves e Gabriel de Jesus, foram o grande diferencial para a vitória brasileira por 2 a 0 contra o inconsistente time argentino.
Na busca de transferir a ausência de jogo coletivo e a derrota para o arquirrival sul-americano, os argentinos trataram de questionar a lisura da competição e atacar a Conmebol. Segundo os hermanos, a entidade sul-americana conspirava a favor do Brasil para o país sede garantir o seu nono troféu do torneio. O teatro dos hermanos não passa de puro choro de surubim, isso na minha modesta opinião.
E colocando os hermanos de lado, na grande final contra o Peru, o Brasil passou por alguns momentos de apuros. O time canarinho abriu o placar com o atacante Everton Cebolinha, sofreu o empate com Paolo Guerrero, mas reagiu na hora certa e ficou novamente na frente do marcador com Gabriel de Jesus, aos 47 minutos da etapa inicial.
Após o intervalo, o ataque brasileiro voltou pecar na sua eficiência, assim como na individualidade de alguns de seus jogadores de frente, para ampliar a vantagem. Aos 24 minutos, o jogo ganhou ares de dramaticidade com a expulsão de Gabriel de Jesus. Com um a menos em campo, o Brasil mostrou-se um time bem armado no seu setor defensivo, tanto que dificultou e muito uma ação mais incisiva do time peruano para chegar à igualdade do placar. E nos minutos finais veio o tiro de misericórdia do selecionado brasileiro. O atacante Everton Cebolinha, eleito o melhor da partida e mostrando personalidade, só foi parado dentro da grande área peruana, após tranco do zagueiro adversário. O árbitro interpretou penalidade e, após consultar o VAR, apontou novamente para a marca da cal. Richarlison cobrou e deu números finais ao jogo: 3 a 1 Brasil.
Numa rápida análise da conquista brasileira, acredito que o título da Copa América não deixa ter sido um elemento importante para a permanência de Tite no comando da seleção, assim como um período de maior estabilidade e confiança da equipe canarinha para a disputa das próximas eliminatórias Sul-Americanas.

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