Não é de hoje que as áreas prioritárias da administração pública, aquelas que oferecem os serviços básicos para a população, são relegadas a segundo ou terceiro plano nas metas de governo. Mas, nos governos de Temer e agora de Jair Bolsonaro, esse problema se agravou. Saúde e educação são as que mais sofrem, vide o caso do bloqueio de verbas para as universidades federais que está prejudicando o ensino superior no Brasil.
Não menos grave, o programa Mais Médicos, que oferece profissionais de diversas áreas da medicina para as populações carentes, está sendo esvaziado, sucateado, para, em pouco tempo, ser extinto. Jair Bolsonaro e sua equipe, decidiram não incluir no edital do programa para o próximo ano, as capitais e cidades com mais de 300 mil habitantes. Rio Branco deve perder 53 médicos, resultando na redução de mais de 40 mil atendimentos por mês.
Em se concretizando essa situação, será um baque grande para saúde municipal de Rio Branco, que conta com um quadro de apenas 110 médicos e poderá ficar com apenas 57 para atender à crescente demanda, principalmente, nas áreas de periferia e região rural.
Bolsonaro não se preocupa com isso, já que sua meta é acabar com o Sistema Único de Saúde (SUS) abrindo espaço para a privatização da saúde no Brasil, assim como deseja fazer, também, com a educação superior. É por isso que há tamanho descaso com a saúde pública. Descaso intencional, diga-se de passagem.
É preciso que a população fique atenta ao que estão tentando fazer. É preciso que se cobre dos representantes uma posição em defesa da saúde e educação. Essa é uma demanda de todos, uma luta que só a união pode levar à vitória.

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