Rio Branco
32°C
sábado, 18 de julho de 2026
13:55

Gladson tira Alysson Bestene da Saúde e coloca pediatra do Distrito Federal

Em coletiva realizada nesta segunda-feira, 3, na sala de reuniões da Casa Civil, o governador do estado, Gladson Cameli tornou público o afastamento do cirurgião-dentista Alysson Bestene do cargo de Secretário de Saúde do Estado.

Após cinco meses de uma gestão muito criticada tanto por políticos na Assembleia Legislativa do Acre, quanto por internautas que divulgavam com frequência fotos e vídeos dos corredores e leitos lotados na Upas e no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco, Alysson é afastado da chefia da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).

“Estamos todos aqui pensando no que for melhor para o Acre, melhor para a nossa população” disse o governador Gladson Cameli justificando a substituição da chefia na pasta de saúde. A nova gestora administrativa da Sesacre é a médica Mônica Feres Kanaan Machado, uma intensivista e pediatra que atuava no Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal.

Cameli foi categórico ao afirmar que as falhas do início da gestão foram de sua responsabilidade, “Infelizmente tivemos erros no início e eu aqui, assumo essa responsabilidade. Houve uma politização da saúde que direta ou indiretamente atrapalhou no decorrer da execução dos seus trabalhos. Ele (Alysson) está acima de qualquer relação político-partidária, tem minha total confiança e está convidado para ser meu braço direito aqui no governo”, disse.

O chefe do executivo comentou também sobre os novos rumos da saúde no acre, “no decorrer da gestão tenho procurado modelos em administrações de hospitais, para que possamos dar uma resposta eficiente e imediata a nossa sociedade. Visitei os modelo de Brasília, do Hospital de Base, fui em Barretos, no Hospital do Câncer e em outras localidades, quero adotar aqui os modelos que dão certo lá”, disse Cameli.

Sobre a polêmica de um suposto ‘cartel’ na saúde do estado, dita pelo próprio governador em seu programa de rádio semanal, Gladson afirmou que o ‘cartel’ ou ‘complô’ envolve médicos, gestores e funcionários do quadro fixo da secretaria.

“Para mim, é inadmissível quando vejo várias situações internas puxando para trás para que dê errado, eu espero que isso chame atenção das autoridades de investigação, não estou falando isso da boca para fora”, disse o governador.

O cirurgião-dentista Alysson Bestene gratificou o convite feito pelo governador e reconheceu a dificuldade na gestão de saúde pública em uma região amazônica.

“Primeiramente eu queria agradecer o governador por ter me feito o convite, ainda no período da transição e reafirmar que nossa relação transcende as alianças políticos-partidárias. Fazer gestão de Saúde Pública no Brasil é um desafio, não é fácil. Nossa região tem muitas especificidades e isso eleva o nível do trabalho, além de exigir mais rigor técnico. Agora temos aqui a doutora Mônica que está vindo para o nosso estado e conhece essas especificidades”, disse Bestene.

A médica-pediatra Mônica Feres atuava no Hospital Regional de Ceilândia, no Distrito Federal, e destacou, “Esse convite do governador é realmente desafiador, a saúde realmente tem muitas dificuldade e muitos gargalos e isso não é privilégio do Acre. O Brasil está precisando desse rigor técnico e saber aproveitar mais o Sistema Único de Saúde (SUS), aproveitar o que o Ministério oferece para que a gente possa levar saúde, inicialmente em atenção básica, e assim desafogar os principais hospitais e fazer funcionar o fluxograma como o ministério preconiza”, disse Feres.

 

Conferência Estadual de Saúde

A troca da gestão na pasta é feita dias antes da 8ª Conferência Estadual de Saúde, com o tema Democracia e Saúde, a exposição terá dois dias de duração, 05 e 06 de junho, e será realizada no Teatro Universitário da Ufac.

A Conferência tem como principal objetivo reafirmar, impulsionar e efetivar os princípios e diretrizes do SUS, para garantir a saúde como direito humano.