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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Sejusp aponta que 18 pessoas foram assassinadas no Acre em maio

De acordo com dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), durante o mês de maio deste ano, 18 pessoas foram assassinadas no Acre. O estudo mostra também que o principal motivo para as mortes é a guerra entre facções criminosas, que gera execuções.

Das 18 mortes, 11 ocorreram em Rio Branco. Uma das vítimas da violência foi o músico e fundador do Senadinho, Raimundo Nonato da Conceição, mais conhecido por Raimundo do Cavaco. O sambista saiu para comprar churrasco, na tarde de domingo, 26, na Travessa São Bento, no bairro Santa Inês quando foi baleado e morreu.

Dados

Segundo a Sejusp, em maio de 2018 morreram 36 pessoas em todo estado. Porém, o Monitor da Violência, que permite o acompanhamento dos dados de vítimas de crimes violentos mês a mês no país, mostra que o número de assassinatos no estado em maio do ano passado foram 37.

O levantamento da Segurança revela as principais situações em que os crimes ocorreram. A lista inclui confronto entre policias, bebedeira, legítima defesa, execução, rixa, entre outras.

Em relação ao confronto com as polícias, não há registro no mês de maio deste ano de mortes envolvendo as instituições. Já em 2018, duas pessoas morreram durante confronto com a Polícia Militar e uma pessoa em confronto com a Civil.

Ações

O secretário da Sejusp, coronel Paulo César, afirmou que, apesar das reduções, vidas inocentes foram tiradas, como caso do sambista e do Raimundo Lacerda do Nascimento, que apareceu em um vídeo sendo decapitado e o corpo ainda não foi achado.

“Um foi confundido com um integrante de uma facção e o outro, que, infelizmente estava no lugar e hora errados. O Raimundo [sambista], que eu conhecia e veio em minha casa em alguns momentos, só tinha dois prazeres na vida: carregar um sorriso no rosto e levar felicidade para os outros através de sua arte”, lamentou.

Ainda segundo o secretário, a sociedade está assustada com a forma que os crimes são praticados e, por isso, a Segurança vai lançar um programa que envolve a população e discussões o combate a criminalidade.

“Vamos montar um programa esse mês, justamente no sentido de atuar não só na área de repressiva policial, mas percebemos que é necessário um pouco mais. Precisamos do envolvimento da sociedade para rediscutir as relações, as pessoas não podem se matarem desse jeito”, frisou.