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sábado, 4 de julho de 2026
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Estudantes, professores e sindicatos protestam hoje contra os cortes na educação e a Reforma da Previdência

Após a grande adesão à mobilização nacional conhecida como 15M, em defesa da educação, contra os cortes nas universidades e contra a Reforma da Previdência, hoje ocorre o 30M organizado e mobilizado por estudantes, professores, Central Única dos Trabalhadores (CUT), sindicatos e demais centrais.

Em Rio Branco, a manifestação ocorrerá a partir das 8h da manhã na Praça da Revolução como explica o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre, Sávio Maia. “Vamos começar às 8 horas, às 9h30 teremos a foto oficial do #30MAC com um livro e uma caneta. Às 10 horas iremos até o Terminal Urbano, à tarde teremos aulas públicas com um sarau acadêmico cultural”, disse o professor.

Maia salienta que hoje não haverá aula na Ufac. “Foi deliberado na última terça-feira, em assembleia aqui na Adufac a paralisação e mobilização de todo corpo docente da universidade, portanto, hoje todos os professores estarão unidos contra esse corte do governo federal”, finalizou.

A pressão surtiu efeito e no dia 22, o governo anunciou que usaria parte da reserva orçamentária para diminuir o tamanho dos cortes da educação. Com o recuo, os R$ 5,8 bi que seriam cortados foram reduzidos para R$ 4,25 bi.

MOEDA DE TROCA

Em meio à polêmica do corte de orçamento de todas as universidades federais, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse durante audiência na Comissão de Educação do Senado Federal que não houve corte de recursos, mas contingenciamento. Na audiência ele condicionou a volta dos recursos à aprovação da Reforma da Previdência.

“Se a economia recuperar com a aprovação da Previdência, a gente descontigencia”, disse o ministro.

DADOS

Segundo cálculos da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), cerca de um milhão de estudantes, professores, e defensores da educação pública foram às ruas de 222 cidades brasileiras no dia 15 deste mês, em protesto contra os cortes promovidos pelo governo federal na pasta.

A mobilização engajou os descontentes com Bolsonaro, que já em início de mandato acumula escândalos, recuos e medidas impopulares. Segundo pesquisa Ipesp/XP, divulgada nesta sexta, 24,36% dos entrevistados avaliam o governo como ruim ou péssimo.

GREVE GERAL

Restando menos de três semanas para a greve geral que será próximo dia 14 de junho, a articulação do movimento está sendo organizada pela CUT e demais centrais sindicais – CTB, Força Sindical, CGTB, CSB, Nova Central, CSP- Conlutas e Intersindical -, e também ganhou a adesão de estudantes e professores.