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sábado, 4 de julho de 2026
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Nível do rio Acre chega a 3,55 metros na Capital e preocupa autoridades

Com a consolidação do período de estiagem e a chegada definitiva do verão neste final do mês de maio, a preocupação agora passa a ser com o baixo nível do rio Acre, de onde é captada toda a água que abastece a Capital. O rio Acre chegou à marca dos 3,55 metros nesta terça-feira, teve redução brusca em seu nível nos últimos dias. Para se ter uma ideia, em março deste ano o mesmo rio atingiu os 15 metros e agora está abaixo dos 4 metros de profundidade.

Com duas estações do ano bem definidas no Acre, o inverno que vai de novembro a abril, onde acontecem 76% das chuvas na região, e o verão, que vai de maio a outubro, onde ocorrem 24% das chuvas, os problemas vão além de um possível colapso no abastecimento de água potável no verão e das alagações no inverno. As queimadas urbanas e os incêndios florestais também são problemas também advindos pela falta de chuvas, ocasionadas em função da redução da umidade relativa do ar que resseca a vegetação.

Pesquisa realizada pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Acre com base nos últimos  quatorze anos, dá conta de que os anos mais críticos para incidência de queimadas urbanas na capital foram 2010, 2015, 2016, 2017 e 2018. Desses, todos os anos ultrapassaram as duas mil ocorrências, e em 2016 esse número chegou a quase 4 mil ocorrências de incêndios urbanos em Rio Branco. A pesquisa usa como base as ocorrências registradas no CIOPS.

O Cel. BM George Santos, coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, explica como é feito o monitoramento diário do nível do rio Acre e o que orienta o Plano de Contingência para o período de queimadas e exaurimento dos recursos hídricos.

“O Plano de Contingência é um instrumento de planejamento estratégico que visa dar resposta caso tenhamos ocorrências de queimadas e incêndios florestais. Nele contém todas as atribuições e responsabilidades dos órgãos que compõem o Sistema Municipal de Defesa Civil, e a partir daí a gente age, a parte de combate a incêndios é de responsabilidade do Corpo de Bombeiros, nós agimos em parceria, as reuniões acontecem na Sala de Situação do Corpo de Bombeiros. Nós fazemos o monitoramento diário do nível do rio e da quantidade de chuva, e a previsão meteorológica para o período, o monitoramento é constante”, finaliza Cel. George Santos.

Queimada urbana é crime e deve ser denunciada na Secretaria de Meio Ambiente pelo telefone 3228-5765 ou no CIOPS através do telefone 190.