Com a ideia de levantar debates sobre os temas e fazer um enfrentamento contra a violência doméstica, familiar e obstétrica, a Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Acre (Adpacre) lança nesta quarta-feira, 29, a campanha “Em defesa delas: defensoras e defensores pela garantia dos direitos das mulheres”. A ação, que é lançada a partir das 8h em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro da capital, será realizada durante um ano com diversas ações em todo estado.
Presidente da Adpacre, o defensor público Rafael Figueiredo explica que a campanha faz parte da série de ações desencadeadas no início deste mês pela a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep) feita em parceria com as associações estaduais. Segundo ele, palestras, rodas de conversa, entrega de cartilhas sobre os temas e atendimentos jurídicos serão feitos durante a realização da campanha. A ideia é levar esses serviços até as comunidades do Acre.
“O objetivo é difundir as atividades na Defensoria Pública para garantir a defesa dos direitos das mulheres. A Defensoria tem a função constitucional de defender os interesses pessoais e coletivos das pessoas. A Adpacre também tem esta bandeira e encampa essa campanha nacional lançando no Acre a própria versão, que condiz com a realidade do estado. Nesse espaço de um ano, ocorrerão diversas ações sempre voltadas para as mulheres e conscientizando os homens”, diz Figueiredo.
O defensor público ressalta que a campanha contará com a parceria da Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (Deam), Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), Ministério Público do Acre (MP-AC) e diversos movimentos sociais ligados a luta em defesa das mulheres. Para ele, a expectativa é de que as atividades tenham diversos resultados efetivos nos 22 municípios acreanos para contribuir com uma mudança real na sociedade acreana com a diminuição dos índices de violência.
“Não queremos somente difundir informação, pretendemos também fazer com que essas ações contribuam para a queda nos altos e graves índices de violência contra a mulher e feminicídio no Acre. No Brasil, que tem a quinta maior taxa de feminicídio conforme a Organização Mundial da Saúde [OMS], o estado é um dos campeões nesses dois aspectos. Espero que a parceria com as demais instituições gere resultados práticos e positivos”, reforça o presidente da Adpacre.
Além de palestras, rodas de conversas e atendimentos jurídicos, a campanha também ofertará educação em direitos, promoção de direitos humanos, manifestações culturais e ingresso de ações judiciais quando elas forem necessárias. Todas as atividades serão gratuitas e serão realizadas nas 22 cidades acreanas. “Um dos temas que será destaque é a questão racial em relação a esse contexto, a vulnerabilidade da mulher negra é muito maior que a da branca na nossa sociedade”, fala o defensor.
Outros aspectos como mulheres em situação de rua e encarceradas também nortearão os debates promovidos pela campanha até maio de 2020. “A nossa cartilha, que traz essas e outras várias informações à população, será distribuída de forma gratuita para quem tiver interesse. Ela também pode ser acessada de forma digital por meio da internet. Queremos mobilizar toda sociedade em prol dessa causa que é necessária e muito importante, principalmente para quem sofre violência”, finaliza Figueiredo.




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