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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Após vídeo em aplicativo de mensagens, polícia prende suspeitos por decapitação de jovem

Depois do crime bárbaro que chocou os riobranquenses na semana passada; quando o jovem Raimundo Lacerda do Nascimento, de 23 anos, foi assassinado por decapitação e teve o assassinato gravado em vídeo divulgado em grupo de um aplicativo de mensagens, a Polícia Civil do Acre prendeu os suspeitos nesta semana. Em coletiva realizada na terça-feira, 21, os quatro acusados, que cumprem prisão preventiva, foram apresentados pela cúpula da Segurança Pública.

Arlys Almeida, conhecido popularmente como Pepe; Emerson Saraiva; que responde pela alcunha de italiano; e Adriana Silveira são suspeitos de terem cometido o crime e divulgado a ação no aplicativo de mensagens. Além deles, um menor apreendido também é apontado pelas investigações de ter participado da ação, a decapitação de Nascimento foi feita com ele ainda com vida, de olhos vendados além de mãos e pés amordaçados no crime com requintes de crueldade.

Além da Polícia Civil, participaram da apresentação dos suspeitos representantes da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), unidade responsável pelas investigações. Titular da DHPP, o delegado Robert Alencar afirmou que a vítima foi atraída por Adriana até a casa dos criminosos, no bairro Taquari e que fica próxima as margens do Rio Acre. A Polícia acredita que o corpo do jovem tenha sido jogado lá.

“Depois de atraírem a vítima para o local, os suspeitos o mantiveram em cárcere privado por um tempo e depois praticaram esse crime bárbaro. Após a decapitação, provavelmente o corpo foi jogado dentro do rio. O Corpo de Bombeiros está nos auxiliando nessa diligência e faz as buscas pelo corpo do jovem, que até o momento não foi encontrado. Ainda não sabemos a motivação do crime por parte dos suspeitos, é nisso que as investigações querem tanto chegar”, disse o delegado.

De acordo com Alencar, a suspeita é de que o assassinato tenha sido cometido porque os suspeitos, que pertencem a uma facção criminosa, achavam que Nascimento fazia parte de uma organização rival. Entretanto, a Polícia Civil descartou a possibilidade da vítima ter sido integrante de um grupo criminoso, já que a suspeita não foi comprovada durante as investigações. O jovem trabalhava como motoboy em uma empresa terceirizada que presta serviços à Prefeitura de Rio Branco.

Outra linha de investigação da Polícia Civil é que a morte do motoboy tenha sido ocasionada por um relacionamento amoroso dele com Adriana Silveira, considerada pela PC integrante de uma facção. Segundo o delegado, antes de encontrar a suspeita Nascimento passou em uma distribuidora para pegar o capacete com um amigo, testemunha que presenciou uma chamada de voz entre a vítima e a mulher presa. Depois disso, ele saiu para o encontro e não foi mais visto.

As investigações apontam que Arlys Almeida e Emerson Saraiva, que são primos, são os principais suspeitos de terem executado o crime. O adolescente e a mulher teriam tido participação no cárcere privado e atração do jovem morto para o local da morte. O titular da DHPP afirmou que Almeida e Saraiva já têm envolvimento com duas outras mortes, as participações nesses outros assassinatos foram comprovadas pelas investigações policiais e a Justiça os condenou a prisão.

Titular da Sejusp, o secretário Paulo Cézar Santos destacou que a prisão dos suspeitos só foi possível devido ao trabalho integrado de todo o Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp). Ele lembrou que as forças policiais foram notificadas do crime na manhã de sábado, 18, quando o vídeo chegou até o conhecimento das autoridades. A partir daí, ele afirmou que todo o sistema foi mobilizado para identificar se a informação era verdadeira, o que se concretizou e levou a diligência.

“A partir de então, uma série de ações foi desencadeada e nesse sentido as polícias Civil e Militar trabalharam de forma integrada com esforço. Isso resultou na prisão dos supostos autores 72 horas após a prática do crime. É importante ressaltar que tivemos o apoio do Ministério Público do Acre e do Tribunal de Justiça do Acre para que essas pessoas fossem presas em tempo recorde. Outros vídeos circularam afirmando diversos homicídios, mas foram apenas especulações”, destacou Santos.