
Por Khelven Castro
A paralisação que reuniu estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac), nesta quarta-feira, 15, começou na entrada da instituição com falas de estudantes e professores. O encontro aconteceu no centro de convenções e reuniu aproximadamente 600 pessoas segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE).
Para Danilo Lopes, membro do DCE e estudante de Engenharia Florestal, o ato representou a sobrevivência da universidade. “A Ufac é a única universidade pública do Estado. Se os cortes forem mantidos, não conseguiremos iniciar o segundo semestre e, provavelmente, fecharemos as portas”, disse.
A mobilização seguiu ao longo do dia. Diversas atividades aconteceram. Aulões públicos, oficina de tecido, palestras e apresentações culturais. Emily Consuela, estudante de História, contou que a ideia da mobilização foi reafirmar a importância da universidade para a sociedade. “Queremos sair da bolha da instituição e mostra para as pessoas de fora nossas produções”.
Madge Porto, professora de Psicologia e coordenadora da mobilização, afirmou a importância de a comunidade acadêmica lutar pela manutenção do ensino, pesquisa e extensão. “Temos que defender a universidade de um governo que está retirando forças de pesquisa o que inviabiliza que continuemos funcionando como universidade que faz ensino, pesquisa e extensão”.
Essa foi a primeira ação dos estudantes contra os cortes anunciados pelo governo federal. A mobilização permanece até esta quinta-feira, 16, com o ato de encerramento. Outras atividades estão programadas para todo o dia.

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