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domingo, 14 de junho de 2026
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Números da dengue reduzem em Rio Branco

Foram 268% de casos a menos de janeiro a abril deste ano na Capital

Boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira, 2, pela Secretaria de Saúde de Rio Branco aponta redução de 268% na quantidade de casos de dengue na Capital do Acre de janeiro a abril deste ano. Foram 342 casos registrados na 2ª semana contra 74 casos na 16ª semana, dia 20 de abril.

A diminuição considerável dos casos da doença nos quatro primeiros meses do ano se deu, segundo o secretário de Saúde de Rio Branco, Oteniel Almeida, pela intensificação das ações implementadas pelo poder público por meio de diversos órgãos, coordenadas pela secretaria de Saúde com a parceria do Exército, das secretarias de Zeladoria, Meio Ambiente, e de outros órgãos envolvidos diretamente, além de campanhas de conscientização, de mídia e a ajuda fundamental da população, tudo isso tem dado resultados positivos, a prova é a redução da doença transmitida pelo aedes aegypti na capital.

Oteniel Almeida explica ainda que cerca de 270 agentes de endemias fazem todos os dias o trabalho de visita de casa em casa, falando da importância de se manter os terrenos limpos, vasos sem água parada e os cuidados que se deve ter para evitar a dengue, zika e chikungunya. Aliado a esse trabalhado, ainda se soma os agentes comunitários de saúde, que também fazem visitas domiciliares e levam informações para as famílias.

“Só temos que agradecer a população pelo envolvimento e também a todos os atores que colaboram com a estratégia de combate ao aedes. Nós tivemos um pico de notificações na segunda semana de janeiro com 342 casos suspeitos, agora fechamos a semana com 74 casos, uma redução de 268% dos casos nesse período de epidemia. Os esforços da Prefeitura, das instituições parceiras, dos meios de comunicação e da população colaboram para que a gente possa voltar o mais rápido possível à normalidade no que se refere à dengue”, explicou.

O secretário reforça que mesmo com os números diminuindo, as equipes continuam em alerta total porque existem ainda muitos recipientes que acumulam água parada e limpa, portanto o mosquito e também o vírus da dengue continuam circulando da cidade, por isso a necessidade da população seguir vigilante para que os números de casos de dengue continuem baixando.

Bairros com maior incidência de dengue

Em Rio Branco há registro de 48 bairros com incidência de dengue. Segundo o Índice de Infestação Predial e o Índice Larvário as 20 localidades com maior número de casos são: Belo Jardim, Taquari, Estação Experimental, Conquista, Vila Acre, Santa Helena, Calafate, Santa Maria, Bahia Nova, Nova Esperança, João Eduardo, Santa Inês, Palheiral, Conjunto Universitário, Wilson Ribeiro, Distrito Industrial, Santa Quitéria, Xavier Maia, Vitória, Santa Cecília.

Situação de Emergência

Em janeiro deste ano, quando mais de mil casos suspeitos de dengue foram notificados entre os dias 1º e 26, a Prefeitura de Rio Branco decretou Situação de Emergência por um período de 180 dias. O documento foi publicado na edição do dia 20 de janeiro no Diário Oficial do Estado (DOE) e deve valer até julho deste ano. De acordo com o decreto, que determinou a execução de atividades preventivas contra o vetor da dengue, chikungunya e zika vírus, 90% dos focos do mosquito são encontrados dentro das residências e em terrenos baldios de Rio Branco.

Além disso, o documento autorizou o Executivo Municipal a fazer contratação temporária de pessoal sem realização de processo seletivo ou concurso público para agentes de endemias ou outras áreas em que surgirem demandas urgentes. O documento também autoriza o Poder Público a requisitar tanto pessoal, como equipamentos de outros órgãos da administração para desenvolver as ações de eliminação dos focos de proliferação do mosquito aedes aegypti nos bairros da cidade.

Outra determinação especificada no Decreto de Situação de Emergência é a autorização para que as equipes de agentes de controle de endemias e agentes comunitários de saúde intensifiquem as medidas de prevenção e controle do mosquito junto à população. As equipes ficam autorizadas a entrar em lotes vazios e residências fechadas para monitoramento e eliminação dos possíveis focos do vetor da dengue, chikungunya e zika vírus.