A Capital do Acre ocupa o 11° lugar entre as capitais que mais registraram indenizações pelo seguro por Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) em 2018, segundo dados do Relatório Anual da Seguradora Líder, que administra o seguro. De acordo com o levantamento, o Brasil teve mais de 328 mil indenizações pagas pelo Seguro DPVAT às vítimas de acidentes de trânsito e seus beneficiários no ano passado.
Com mais de 64 mil benefícios, as capitais foram responsáveis por cerca de 20% destes pagamentos. O dado considera a proporção entre a frota de veículos no ano da análise e o número de sinistros pagos no mesmo período, permitindo uma avaliação ainda mais fiel do cenário do trânsito de cada localidade. Em todas as capitais, a maior parte dos acidentes deixou vítimas com algum tipo de invalidez permanente.
De acordo com o levantamento, Boa Vista teve 81 indenizações pagas pelo Seguro DPVAT a cada dez mil veículos. Os dados ainda mostram que, em todas as 27 capitais brasileiras, 71% dos pagamentos destinaram-se à cobertura por invalidez permanente (47.838 benefícios). Jovens de 18 a 34 anos também integram a faixa etária mais atingida em acidentes de trânsito nestas localidades.
Quando analisados os números em relação ao tipo de veículo, os sinistros pagos por acidentes envolvendo motocicletas e ciclomotores também são alarmantes. Os veículos de duas rodas foram responsáveis por 77% dos seguros pagos nas capitais, o que equivale a 50.068 sinistros. O quantitativo ainda representa cerca de quatro vezes mais pagamentos do que os casos envolvendo automóveis.
Sobre o Seguro DPVAT
O DPVAT é um seguro obrigatório de caráter social que protege os mais de 209 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa. Ele pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre, e oferece três tipos de coberturas: morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada de saúde (até R$ 2.700). A proteção é assegurada por um período de até 3 anos.
Dos recursos arrecadados pelo seguro obrigatório, 50% vão para a União, sendo 45% para o Sistema Único de Saúde (SUS) para custeio da assistência médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito, e 5% são direcionados para o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), para investimento em programas de educação e prevenção de acidentes de trânsito. Os outros 50% são direcionados para despesas, reservas e pagamentos de indenizações. (Com informações Assessoria)


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