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sábado, 4 de julho de 2026
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Presidente da FIEAC fala sobre estratégias para o desenvolvimento do Acre

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), José Adriano, participou do I Simpósio Ciência e Inovação Tecnológica para a Amazônia. Na oportunidade, ele proferiu palestra, aos mestrandos da UFAC, sobre estratégicas para o desenvolvimento local. No evento ocorreu na última quinta-feira, 25.

José Adriano iniciou sua apresentação afirmando que o Acre, assim como toda a Amazônia Legal brasileira, não tem conseguido promover o seu desenvolvimento de forma perene e sustentável.

“Nosso grande desafio é desenvolver a região na busca da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes, por meio da geração de emprego e renda, sem agressões aos biomas”, disse.

Segundo o presidente da FIEAC, não é admissível fazer um planejamento para o Estado que contemple, apenas, quatro anos. “Isso não é projeto de desenvolvimento, e sim programa para favorecer determinado grupo político”, afirmou.

“Há um debate de que o agronegócio é a saída para o desenvolvimento do Acre. Não percebem, mas estamos dando um passo para trás nesse entendimento. Não podemos ficar limitado a, apenas, um único segmento. Não se chega ao estágio de Rondônia e Mato Grosso, por exemplo, da noite para o dia. Precisa-se trabalhar num plano para os próximos 20 anos, que é o tempo de maturação para um projeto se desenvolver”, explicou José Adriano.

José Adriano fez questionamentos para a plateia formada com mais de 1 mil mestres e 400 doutores no Acre. Por exemplo, qual a aplicabilidade do ponto de vista prático desses estudos que foram levados à sociedade e quais seus resultados em melhoria da qualidade de vida da população? Qual a verdadeira motivação desses profissionais em desenvolver estudos e pesquisas?

“São questões que precisamos responder, sob pena de perdermos a maior oportunidade da nossa geração, na reorientação da vocação de desenvolvimento com sustentabilidade para a busca da independência econômica em relação aos grandes centros industriais do nosso país. Quando o controle se sobrepõe aos resultados, impera a desconfiança nas competências profissionais que desconsidera a técnica, e se submetem a orientação de quem nada entende”, finalizou o presidente da FIEAC. (Assessoria)