Acontece no auditório da Adufac no Campus da Universidade Federal do Acre de 24 a 26 de abril o Acampamento Terra Livre. Mais de 80 lideranças indígenas do Estado, Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia participam do movimento nacional indígena realizado ao mesmo tempo no Acre e em Brasília, além de outras regiões do país, em defesa dos direitos dos povos indígenas. Entre as principais reivindicações estão a saúde indígena, a demarcação de terras indígenas e o retrocesso do movimento indígena no governo do presidente Jair Bolsonaro.
Um documento com reivindicações aos governos do estado e federal deverá ser divulgado nesta sexta-feira, 26, no encerramento da versão local do 15º Acampamento Terra Livre (ATL), uma atividade do movimento nacional. Trata-se de um encontro entre representantes das diversas etnias dos povos indígenas do país, desencadeada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, que no Acre acontece em Rio Branco, na Universidade Federal do Acre/Adufac.
Participam do encontro no Acre representantes dos povos Huni Kuin, Jaminawa, Apurinã, Kaxarari, de Rondônia, Yawanawa, Madiha, Manchineri, Nawa entre outros.
Os indígenas questionam ainda outras decisões do governo federal, como a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e a flexibilização da posse de armas de fogo, formalizada por decreto, em janeiro.
Alana Manchineri, uma das organizadoras do evento no Acre, diz que o documento com as reivindicações estaduais será entregue ao governador Gladson Cameli e que entre as prioridades está o pedido de recriação da Assessoria dos Povos Indígenas, extinta na atual gestão com a reforma administrativa. “Nós consideramos um retrocesso extinguir a Assessoria dos Povos Indígenas, por isso está entre as prioridades o pedido para que ela seja recriada”.
Ainda segundo Alana Manchineri, outra reivindicação que os indígenas do Acre consideram extremamente importante é que a Fundação Nacional do Índio saia do âmbito do Ministério da Agricultura. Essa medida foi tomada no governo do presidente Jair Bolsonaro e é considerada equivocada pelos indígenas, que pedem urgentemente que a Funai volte para o Ministério da Justiça.


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