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domingo, 5 de julho de 2026
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Com subida pela 4ª semana e alta de 3,5% no mês, preço da gasolina gera reclamação de motoristas

Dados do levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio do litro da gasolina nos postos de combustível no Brasil fechou a semana a R$ 4,319. Essa foi a quarta alta semanal consecutiva do produto, que acumula um aumento de preço de 3,5% em um mês. Na semana de 17 a 23 de fevereiro o litro era vendido a R$ 4,172. O novo aumento gerou reclamação entre os motoristas.

E os que mais sentem a subida no bolso são os motoristas de atuam nos aplicativos de transporte. Há pouco mais de quatro meses como motorista da Uber, Gilson Martinello alega que o aumento foi perceptível nos gastos com reabastecimento do veículo e na diminuição do lucro semanal com o transporte de passageiros. Ele afirma que os consecutivos aumentos chegam rapidamente nos postos de Rio Branco e fazem com que a atividade não compense, já que o gasto tem sido maior.

“Como motorista de aplicativo, sempre sinto muito esses aumentos. Isso faz com que o lucro caia muito no final do mês. Não concordo com essa polícia de reajuste, quem sempre sofre é o consumidor, principalmente aqui no Acre devido a máfia dos postos. Quando as refinarias reduzem em 1.5% ou 2%, por exemplo, esse valor demora semanas para ser repassado às bombas. Quando há aumento, o valor já chega nas bombas no outro dia e as vezes é bem maior”, afirma Martinello.

Funcionário público, Rodrigo Simões atua como motorista da Uber nas horas vagas. Ele diz que o aumento do preço do combustível interfere diretamente no orçamento familiar mensal, que precisa ser repensado devido aos gastos com transporte. Outra observação feita por ele é de que a atuação como motorista de aplicativo foi pensada para haver uma renda extra no fim do mês, o que não vem acontecendo porque o dinheiro ganho como motorista serve somente para reabastecer.

“Mesmo que alguns aumentos tenham que ser repassados, a política de reajustes semanais precisa ser revista. Mesmo evitando aumentos diários, como antes, esses acréscimos semanais deveriam acontecer somente se o preço do petróleo aumentasse. Se o valor do barril diminuísse, o preço da gasolina também devia baixar. O que chateia são os postos, que mesmo com estoque comprado com outro preço, aumentam o valor no outro dia a cada novo reajuste e não diminuem quando há baixa nas refinarias”, declara Simões.

Além da gasolina, o óleo diesel, comercializado em média a R$ 3,54 por litro, também registrou na última semana alta no preço, a quinta consecutiva do produto, e acumulou, no período, aumento de preços de 2,8%. O litro do etanol, que foi comercializado em média a R$ 2,969, também subiu pela quinta vez consecutiva, acumulando alta de 8,2% no período de cinco semanas. Já o preço do GNV (gás natural veicular) aumentou pela terceira semana, fechando em média a R$ 3,169 o metro cúbico, uma alta de 1% no período.