Após a Prefeitura de Rio Branco decretar situação de emergência por conta do alto número de casos de dengue, no último dia 20, o governo federal reconheceu a gravidade do problema nesta segunda-feira, 11.
A medida foi necessária após notificação de mais de mil casos suspeitos de dengue entre os dias 1 e 26 de janeiro deste ano.
Conforme o decreto, 90% dos focos do mosquito são encontrados dentro das residências e em terrenos baldios. O documento determina as atividades preventivas contra o vírus da dengue, chikungunya e zika vírus.
Um boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco apontou que nas quatro primeiras semanas de 2019 foram registrados 1.116 casos suspeitos da dengue, representando um aumento de 268% em relação ao mesmo período de 2018, quando foram notificados 303 casos suspeitos.
Como parte das ações de intensificação de combate ao mosquito, a Prefeitura de Rio Branco em parceria com a Sesacre e Ministério da Saúde, iniciou ainda no mês de fevereiro a pulverização espacial – UBV pesado, mais conhecido como fumacê.
De acordo com a secretaria municipal de saúde (Semsa), agindo dessa forma se conseguirá evitar a reprodução do mosquito Aedes aegypti e mudar o cenário de epidemia pelo qual a capital passa.
Um relatório do Ministério da Saúde apontou que o Acre é o segundo estado com maior número de casos de dengue proporcionalmente ao número de habitantes. O relatório levou em consideração os dados de janeiro de 2018 e 2019. O mesmo documento mostrou que a doença avançou em todo o país.
Colaboração da população
A Prefeitura de Rio Branco continua mantendo o foco no combate ao Aedes aegypti, promovendo a limpeza de ruas e retirando lixo e entulhos de ruas, avenidas e córregos da cidade. Ao mesmo tempo, vem pedindo a colaboração da população para que não jogue lixo, objetos, garrafas pet e outros tipos de entulho nas ruas, para evitar a proliferação do mosquito. (Com informações G1/AC)


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