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domingo, 5 de julho de 2026
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Pai diz que a morte do filho Davi foi usada para atingir a Prefeitura

Por Tião Vitor – Um acidente com vítima fatal registrado no dia 01 de março ganhou muita repercussão nos meios de comunicação e nas redes sociais durante todos esses dias. A vítima foi o garoto Davi Kelvin de Souza, de 8 anos. Ele morreu de traumatismo craniano no dia seguinte, no pronto-socorro de Rio Branco depois de ter caído de sua bicicleta e batido a cabeça no meio-fio da Via Chico Mendes, nas proximidades do parque Chico Mendes, na Vila Acre.

As primeiras versões do acidente davam conta que o acidente teria ocorrido porque Davi havia tentado desviar de um buraco na via, quando teria sido atingido por um motociclista que estaria trafegando no mesmo sentido que ele. E foi justamente essa versão que causou grande repercussão, pois foi usada como base para as críticas à Prefeitura de Rio Branco e, consequentemente, à prefeita Socorro Neri. Responsabilizou-se a prefeita e Prefeitura pela existência do suposto buraco e, por associação, pela morte do garoto Davi.

A repercussão foi tanta, que forçou a Prefeitura a divulgar uma nota na sexta-feira, 02, esclarecendo que a manutenção do trecho onde ocorreu o acidente é de responsabilidade do Governo do Estado. Tal esclarecimento, no entanto, foi ignorado dando lugar a mais e mais críticas e imputação de culpa pela morte do garoto.

Nesta quinta-feira, no entanto, o pai de Davi, José de Souza (Foto), veio a público para contar outra versão do fato e denunciar que a morte do seu filho está sendo usada para atingir Socorro Neri e sua equipe.

Não há buraco no local do acidente

Em primeiro lugar, José de Souza garante que não há buraco no local onde seu filho sofreu o acidente. Havia, naquele dia, de acordo com ele, uma poça de água e teria sido dela que Davi tentou se desviar.

“Não tem nenhum buraco ali. Podem ir lá para ver. O meu filho tentou se desviar de uma poça de água quando a moto bateu no guidom de sua bicicleta”, revelou José.

Alta velocidade e falta de habilitação do motociclista

Davi não trafegava sozinho na Via Chico Mendes. José vinha em outra bicicleta acompanhando o filho a curta distância e ele garante que o motociclista – que não teve o nome revelado – não estava trafegando em velocidade muito alta para aquela via.

“Ele vinha muito pela beira da rua e estava andando muito rápido. Por isso não conseguiu desviar da bicicleta do Davi. Além disso, nem carteira de motorista ele tinha”, denunciou.

José conta que o motociclista chegou a ser detido, mas foi liberado depois de algum tempo. Somente sua moto ficou retida na delegacia.

Imprensa não quis saber da versão

Além de José, sua sobrinha Adriana confirma que a morte do seu primo vem sendo usada para atingir a Prefeitura. Ela disse que a família foi procurada por equipes de sites e de televisões, mas que essas fizeram questão de ignorar a versão apresentada.

“Tem muita gente querendo usar esse acidente para dizer que foi culpa da Prefeitura, afirmando que tudo ocorreu por causa de um buraco. É claro que tem buracos na cidade. Todo mundo sabe disso, mas querer relacionar a morte do Davi com isso é muito ruim”, exclamou Adriana.

Prefeitura reconhece problema com buracos

A Prefeitura de Rio Branco reconhece que os problemas dos buracos em Rio Branco são graves. A prefeita Socorro Neri explicou que, enquanto as chuvas não cessarem ou amenizarem, não será possível a realização de um trabalho de tapa-buracos. No entanto, garantiu que a partir de maio deve ser realizada uma grande ação de recuperação dos trechos urbanos.

“As chuvas impedem que esse trabalho seja feito com qualidade. Seria um desperdício de dinheiro e isso é algo que não podemos fazer nesse momento de crise quando a Prefeitura necessita que cada tostão seja bem-aplicado”, disse Socorro Neri.

A gestora garantiu, porém, que a partir de maio será realizada uma grande operação em toda a cidade. A partir de então, serão tapados todos os buracos e recapeados os trechos com maiores problemas.

“Estamos nos preparando para fazer um trabalho de muita qualidade para garantir que tudo que for investido não venha ser destruído nas primeiras chuvas”, finalizou.