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domingo, 5 de julho de 2026
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Casa de acolhida Souza Araújo pode fechar as portas por falta de pagamento

Casa de acolhida Souza Araújo pode fechar as portas por falta de pagamento

Atendendo pessoas com hanseníase no Acre há vários anos, a casa de apoio Souza Araújo, mais conhecida como colônia Souza Araújo, corre o risco de fechar as portas por causa da falta de repasse do governo do estado.

Há 50 anos, a administração do local é feita pela Diocese de Rio Branco. Segundo a assessoria de comunicação da Diocese o valor do repasse feito pelo governo é R$ 220 mil mensais, com os pagamentos atrasados há seis meses a dívida chega a mais de R$ 1 milhão.

‘’O último repasse foi feito no mês de julho do ano passado, desde de agosto não vem repasse nenhum para o Souza Araújo, isso significa dizer que estamos de agosto até agora fevereiro sem receber o recurso para manutenção do Souza Araújo’’, disse o padre Jairo Coelho (foto).

Além da casa de acolhimento o valor repassado pelo governo é utilizado também para cobrir despesas nas comunidades terapêuticas para dependentes químicos Arco Íris e Estrela da Manhã.

De acordo com a Diocese, os três locais juntos gastam mais de R$ 300 mil mensais, o que faz com que a instituição religiosa tenha que arcar com os restantes dos gastos.

O recurso repassado pelo governo é utilizado para manter o funcionamento da casa de acolhimento nas mais diversas atividades, desde de alimentação, remédios, transportes e para pagar os funcionários.

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Funcionários podem ser demitidos

Segundo a Diocese, a Casa de Acolhida tem 90 funcionários, os trabalhadores foram pagos até o mês de dezembro, mas para tal, a Diocese teve que deixar de pagar fornecedores.

“Fornecedores estão sem receber, vamos ter que suspender alguns serviços, por exemplo, a questão de carros para transportar pacientes, vamos ter parar por falta de combustível”, lamenta.

Caso essa medida extrema seja inevitável as obras sociais da Diocese terão outro problema pela frente, a rescisão contratual dos funcionários.

“Esses funcionários não são do governo, são funcionários nossos, se hoje tivermos que fechar o Souza Araújo a Diocese terá que assumir todos os passivos trabalhistas com seus funcionários, e o convênio não prevê isso, a rescisão contratual seria milionária”, comenta.

Ainda de acordo com o religioso, se o pagamento não for retomado o quanto antes, as ações da casa de acolhimento podem paralisar. De acordo com a Diocese a igreja não tem mais condições de continuar com os atendimentos.

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Tentativas de negociação

De acordo com a Diocese, foram feitas algumas tentativas para solucionar o problema, tanto com a gestão passada quanto com o atual governo. “Já tentamos todo tipo de diálogo com o governo passado e com o atual, a reposta é sempre que vão verificar”, comenta.

Ainda segundo o padre, a gestão passada se comprometeu a honrar com todos os seus compromissos até o dia 31 de dezembro do último ano, mas o compromisso ficou só nas palavras, o pagamento não foi realizado.

“Esse problema de saúde pública, nós estamos dando nossa contribuição administrando e a contra partida, o espaço utilizado é nosso”, explica.

O Jornal Opinião entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), mas até o fechamento dessa edição, não obtivemos resposta.