A economia do Acre é fortemente concentrada no setor de serviços, responsável por 85,35% do valor adicionado ao Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Entre as principais atividades desse segmento, destacam-se a administração pública, que representa 40,8% do total, o comércio e a reparação de veículos automotores e motocicletas (14,2%) e as atividades imobiliárias (12,4%).
Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Centro de Liderança Pública (CLP) elaborou um ranking que coloca o Acre na liderança nacional em taxa de crescimento econômico.
Esse indicador compõe o pilar Potencial de Mercado do Ranking de Competitividade dos Estados, responsável por 9,1% da nota final e é formado por sete indicadores. A taxa de crescimento econômico considera a média móvel de quatro períodos da variação anual do PIB real.
Os dados do PIB utilizados no cálculo são estimativas da Tendências Consultoria, publicadas no relatório Cenários Estaduais de Atividade Econômica. Quanto maior a taxa de crescimento, melhor o posicionamento do estado no ranking.
Publicado pelo CLP desde 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados conta com pesquisa técnica da Tendências Consultoria e avalia o desempenho das unidades federativas em diferentes áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social.

Agregação de valor
Para a governadora Mailza Assis, o desempenho do Acre no Ranking de Competitividade dos Estados reflete um conjunto de ações que vêm sendo implementadas para diversificar a economia e reduzir a dependência histórica do setor público.
“O governo tem investido de forma estratégica no fortalecimento do setor produtivo, com incentivos voltados ao aumento da produtividade agropecuária e florestal e ao desenvolvimento de cadeias produtivas como bovinocultura, suinocultura, grãos, mandioca, fruticultura, horticultura, cafeicultura, castanha, mel e borracha”, destaca.
Além disso, os investimentos em infraestrutura e programas de estímulo à construção civil têm contribuído para a geração de emprego, renda e movimentação da atividade econômica em diferentes regiões do estado.
“Outro fator importante é o desempenho da balança comercial acreana, que vem registrando sucessivos recordes, demonstrando o crescimento da produção local e a ampliação da presença dos produtos acreanos nos mercados nacional e internacional. Esse conjunto de medidas tem favorecido um ambiente mais dinâmico para os negócios, impulsionando o crescimento do PIB e contribuindo para que o Acre alcance o maior índice de crescimento econômico do país no levantamento do CLP. O resultado reforça que o estado está no caminho certo, investindo na produção, na agregação de valor e na criação de oportunidades para a população”, pontua.

Estudo
Publicado em setembro, um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) apontou que o PIB da Região Norte cresceu 0,2% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A maioria dos estados da região registrou expansão econômica no período.
O avanço da economia nortista foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, atividade que exerceu papel decisivo no desempenho do PIB de estados como Acre, Roraima, Amapá e Tocantins. O segmento também contribuiu para amenizar as retrações observadas no Amazonas e no Pará.
No Acre, o fortalecimento do setor de serviços, aliado aos investimentos públicos voltados à ampliação da atividade produtiva e da infraestrutura, tem contribuído para a manutenção do ritmo de crescimento econômico e para os resultados positivos registrados pelo estado.
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