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quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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UFPE registra três incêndios em uma semana e prejuízo no último caso chega a R$ 100 milhões

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) registrou três ocorrências de incêndio em diferentes áreas do campus Recife em apenas uma semana. Os episódios atingiram um laboratório do Departamento de Física, um equipamento no Centro de Biociências e, mais recentemente, o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine).

O caso mais grave ocorreu na noite de quarta-feira (7) e avançou até a madrugada desta quinta-feira (8). O fogo destruiu o primeiro andar do prédio onde funcionavam laboratórios ligados às áreas de fármacos, informática e genética. A estimativa inicial é de que os prejuízos cheguem a R$ 100 milhões.

Laboratório de Física foi destruído

O primeiro incêndio aconteceu em 30 de setembro, em uma unidade de pesquisa do Departamento de Física, localizada no Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN).

Segundo a universidade, as chamas começaram em um forno mufla, equipamento utilizado em procedimentos que podem envolver temperaturas próximas de 1.000°C. No momento do incidente, uma equipe manipulava um produto químico no equipamento.

O Corpo de Bombeiros foi chamado para controlar o fogo, mas o laboratório acabou completamente destruído. O valor total dos danos ainda estava sendo calculado pela universidade.

Segundo incêndio atingiu laboratório de Biociências

Quatro dias depois, no domingo (4), outra ocorrência foi registrada no Centro de Biociências. Desta vez, o fogo atingiu o laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal e provocou a perda de um freezer.

De acordo com o reitor Alfredo Gomes, a suspeita é de que o segundo episódio tenha começado após uma falha em um aparelho de ar-condicionado.

Prédio da Dine teve primeiro andar destruído

O terceiro incêndio atingiu o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, na noite de quarta-feira. As chamas comprometeram completamente o primeiro andar da estrutura.

O espaço abrigava laboratórios e reunia equipamentos de alto valor, além de amostras de pesquisas desenvolvidas por estudantes de graduação, mestrado e doutorado e grandes bases de dados.

O Corpo de Bombeiros mobilizou cinco viaturas para combater as chamas. Parte do piso inferior conseguiu ser preservada pela atuação das equipes.

Na manhã desta quinta-feira, ainda havia fumaça saindo do prédio, mas os bombeiros informaram que não existiam mais focos ativos de incêndio.

Apesar da dimensão dos três episódios, ninguém ficou ferido nas ocorrências registradas durante a semana.

Universidade já enfrentou problemas de infraestrutura

Os novos incêndios voltaram a chamar atenção para as condições de infraestrutura da UFPE. A comunidade acadêmica já havia relatado problemas em outras áreas da instituição.

Em fevereiro de 2025, por exemplo, um vazamento de água atingiu o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), provocando alagamentos e danos a materiais históricos do Laboratório de História e Memória.

Durante uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, o reitor Alfredo Gomes afirmou que a universidade recebeu R$ 190 milhões neste ano para ações de manutenção. O valor, segundo ele, é destinado à manutenção das unidades e ao atendimento das necessidades dos estudantes.

A sequência de incêndios ocorre enquanto a universidade contabiliza os danos provocados pelas três ocorrências e avalia as condições das estruturas atingidas.