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segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Guarda Revolucionária do Irã ameaça mudar estratégia de guerra e promete novas armas após possíveis ataques

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou nesta segunda-feira (21) que poderá alterar significativamente sua estratégia militar caso o país seja alvo de novos ataques. Em comunicado divulgado pelo Telegram, a organização afirmou que uma eventual nova ofensiva poderá provocar mudanças nos alvos, na região de combate e nos equipamentos utilizados pelas forças iranianas.

Segundo a mensagem, uma nova resposta militar não necessariamente repetiria os mesmos objetivos das operações anteriores. “Os objetivos não serão necessariamente os mesmos de antes”, afirmou a Guarda Revolucionária.

O grupo também declarou que poderá utilizar equipamentos que, segundo a própria organização, ainda não foram empregados no conflito.

“Levaremos para o campo de batalha novas armas com capacidades inéditas, e o mundo ficará surpreso”, afirmou o comunicado.

A ameaça também incluiu a possibilidade de ampliação dos alvos militares. A Guarda Revolucionária não especificou quais novos equipamentos poderiam ser utilizados nem quais países ou instalações poderiam ser atingidos em uma eventual nova operação.

Na mesma mensagem, a organização afirmou defender relações de “boa vizinhança” com os demais países da região, mas criticou os governos que permitem a utilização de seus territórios e bases militares pelos Estados Unidos.

“É claro que estamos ressentidos com os países vizinhos sobre o motivo de cederem suas bases a um país que está a milhares de quilômetros de distância e que deseja garantir seus próprios interesses aqui”, afirmou a Guarda Revolucionária.

O grupo também declarou acreditar que os países vizinhos já teriam percebido que a presença dessas bases não representa benefícios ou maior segurança para seus territórios.

Conflito já custou US$ 38 bilhões

Além das ameaças de ampliação das operações militares, o conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impactos expressivos sobre os gastos públicos norte-americanos.

Segundo estimativas do Congressional Budget Office (CBO), o conflito iniciado em fevereiro deste ano já gerou custos de aproximadamente US$ 38 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 195 bilhões.

O órgão responsável por análises orçamentárias do Congresso dos Estados Unidos estima que o custo poderá aumentar em aproximadamente US$ 3 bilhões, cerca de R$ 15 bilhões, a cada mês enquanto a guerra continuar.

Os cálculos também apontam possíveis efeitos sobre a economia norte-americana. De acordo com o CBO, o conflito poderá provocar um aumento de aproximadamente 0,5% na inflação durante os três primeiros meses de 2027.

Os novos avisos da Guarda Revolucionária ocorrem em meio à continuidade das tensões militares entre os dois países. Ao prometer mudanças nos alvos e o emprego de armas ainda não utilizadas, o grupo sinaliza que uma eventual nova ofensiva poderá ampliar o alcance do conflito na região.