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terça-feira, 7 de julho de 2026
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Morre aos 109 anos Dona Senhorinha, símbolo de fé e superação em Boca do Acre

Boca do Acre se despediu, no fim da tarde desta segunda-feira (6), de Maria Teixeira de Moura, conhecida carinhosamente como Dona Senhorinha. Nascida em 2 de fevereiro de 1917, ela morreu aos 109 anos, deixando um legado de fé, simplicidade e superação que marcou a história do município.

A família confirmou o falecimento, mas não informou a causa da morte. Apesar da idade avançada e das limitações naturais da longevidade, Dona Senhorinha era reconhecida pela disposição e pela forte religiosidade.

Sobreviveu à Covid-19 aos 103 anos

Dona Senhorinha ganhou projeção durante a pandemia da Covid-19. Em 2020, aos 103 anos, ela contraiu o coronavírus e conseguiu vencer a doença sem precisar de internação hospitalar.

Após a recuperação, emocionou o país ao atribuir sua cura à fé. A frase “Foi Deus quem me curou” tornou-se um símbolo de esperança em um dos momentos mais difíceis da pandemia.

História ganhou repercussão nacional

A trajetória da centenária foi destaque em diversos veículos de comunicação. O portal A Crítica, de Manaus, contou a história da moradora de Boca do Acre que superou a Covid-19 aos 103 anos. O Jornal Opinião também destacou sua impressionante longevidade, enquanto a Revista Esquinas, da Faculdade Cásper Líbero, apresentou Dona Senhorinha como um exemplo de esperança e resistência durante a pandemia.

As reportagens transformaram a moradora em um símbolo de superação, levando sua história para além das fronteiras de Boca do Acre e do Amazonas.

Legado de fé e inspiração

Conhecida pelo sorriso acolhedor, pela humildade e pelo forte vínculo com a religião, Dona Senhorinha construiu uma família numerosa e conquistou o respeito e o carinho da comunidade.

Sua trajetória atravessou mais de um século de transformações e ficou marcada pela coragem, pela perseverança e pela confiança em Deus, características que fizeram dela uma das personalidades mais queridas de Boca do Acre.

Com sua partida, o município perde uma de suas moradoras mais emblemáticas, mas mantém viva a memória de uma mulher que inspirou gerações com sua história de vida.