O Governo do Amazonas anunciou novos investimentos do Programa Asfalta Amazonas para os municípios de Maués e Manicoré, destinando mais de R$ 25 milhões para obras de recuperação e pavimentação de vias urbanas. Enquanto novos convênios são assinados no interior do estado, a situação de Boca do Acre levanta questionamentos sobre a continuidade do programa no município.
A cidade foi contemplada com um convênio de aproximadamente R$ 15 milhões para a pavimentação de cerca de 10 quilômetros de ruas. No entanto, as obras foram interrompidas ainda no final do ano passado e, até o momento, não há previsão pública para a retomada dos serviços.
Moradores relatam que apenas parte do cronograma previsto foi executado, com estimativas indicando que aproximadamente 40% da obra foi concluída. Além da paralisação, alguns dos trechos já asfaltados apresentam rachaduras, afundamentos e buracos, levantando preocupações sobre a qualidade da execução e a durabilidade do investimento.
Durante a assinatura dos novos convênios, o governador Roberto Cidade destacou a importância do programa para os municípios do interior e afirmou que a pavimentação urbana está entre as principais demandas da população amazonense.
Em Maués, o Estado destinou R$ 15 milhões para o recapeamento de aproximadamente 9,6 quilômetros de vias urbanas. Já em Manicoré, foram liberados R$ 10 milhões para recuperação e pavimentação de ruas da sede municipal, além da previsão de expansão das obras para o distrito de Santo Antônio do Matupi.
Em Boca do Acre, porém, moradores afirmam que as máquinas deixaram os canteiros de obras há vários meses e que diversas ruas incluídas no projeto original não receberam qualquer intervenção. Apesar disso, o município continua sendo citado nas divulgações oficiais como uma das cidades contempladas pelo Programa Asfalta Amazonas.
A paralisação dos serviços tem provocado insatisfação entre os moradores dos bairros beneficiados, que aguardavam melhorias definitivas na infraestrutura urbana. Além dos transtornos causados pela interrupção das obras, cresce a preocupação com a deterioração precoce dos trechos já executados, situação que pode elevar os custos de manutenção e comprometer a eficiência do investimento público.
Criado para melhorar a mobilidade urbana, facilitar o escoamento da produção rural e oferecer melhores condições de trafegabilidade aos municípios do interior, o Programa Asfalta Amazonas enfrenta em Boca do Acre um cenário diferente do observado nas novas frentes de trabalho anunciadas pelo governo estadual.
Enquanto Maués e Manicoré iniciam uma nova etapa de investimentos em pavimentação, a população de Boca do Acre aguarda esclarecimentos sobre os motivos da interrupção da obra e a divulgação de um cronograma para a retomada e conclusão do projeto, que permanece inacabado e já apresenta sinais de desgaste antes mesmo de sua entrega.


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