O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a disponibilizar uma nova alternativa terapêutica para o tratamento de adultos com leucemia mieloide aguda (LMA) recém-diagnosticados que não têm condições clínicas de realizar quimioterapia intensiva.
A decisão envolve a incorporação da combinação dos medicamentos venetoclax e azacitidina, após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Segundo o Ministério da Saúde, estudos indicam que a associação apresenta maior eficácia no controle da doença em comparação aos tratamentos convencionais oferecidos na rede pública.
A leucemia mieloide aguda é um tipo de câncer hematológico caracterizado pela proliferação acelerada de células anormais na medula óssea, o que compromete a produção normal de células sanguíneas. Por se tratar de uma doença de evolução rápida, o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são considerados fundamentais.
De acordo com especialistas, a condição pode levar à redução de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, provocando sintomas como anemia, maior suscetibilidade a infecções e episódios de sangramento.
A nova terapia é voltada principalmente a pacientes mais frágeis ou idosos, que não conseguem tolerar protocolos intensivos de quimioterapia. A expectativa é que o tratamento contribua para o controle da doença e melhoria da qualidade de vida.
O Ministério da Saúde prevê que a oferta da combinação no SUS ocorra em até 180 dias, conforme estabelecido em portaria oficial. A medida amplia o acesso a terapias modernas no sistema público e representa um avanço no cuidado de pacientes com câncer hematológico.


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