O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para realizar uma série de exames médicos na reta final do prazo de sua prisão domiciliar humanitária. O pedido foi apresentado pela defesa ao ministro Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (15).
Segundo os advogados, os procedimentos foram recomendados pela equipe médica responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro e precisam ser realizados para monitorar seu estado de saúde e avaliar a evolução do tratamento.
Quais exames Bolsonaro pretende realizar
Na petição encaminhada ao STF, a defesa solicita autorização para a realização de:
• Tomografia computadorizada de tórax;
• Tomografia de abdômen total;
• Endoscopia digestiva alta;
• pHmetria esofágica.
Os exames têm como objetivo acompanhar a recuperação de uma pneumonia broncoaspirativa bilateral, além de investigar problemas gastrointestinais já diagnosticados, como esofagite erosiva, gastrite e episódios recorrentes de soluço.
Pedido ocorre perto do fim da prisão domiciliar
A solicitação foi protocolada poucos dias antes do encerramento do prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro em março deste ano.
Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a medida após a apresentação de laudos médicos que apontavam um quadro grave de broncopneumonia e a necessidade de acompanhamento especializado.
Segundo a defesa, o histórico clínico do ex-presidente exige monitoramento constante e a realização periódica de exames para avaliar sua recuperação.
Laudos poderão ser analisados pelo STF
Os resultados dos exames e os novos laudos médicos deverão ser encaminhados ao Supremo Tribunal Federal nos próximos dias.
A documentação poderá ser considerada pela Corte durante a análise da situação de saúde de Bolsonaro e de eventuais pedidos relacionados à manutenção ou revisão do benefício humanitário concedido em março.
Atualmente, o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado.
O pedido de autorização para a realização dos exames ainda aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes.


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