Com o anúncio do Governo do Acre de que os salários de dezembro dos servidores do Pró-Saúde serão pagos com atraso, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac) decidiu manter as atividades dos profissionais que atuam no programa nas unidades geridas pelo Estado. O pagamento estava programado para segunda-feira, 7, mas o Executivo alegou não possuir verba suficiente em caixa para cumprir os vencimentos salariais na data certa.
No comunicado, feito pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) no início da noite de segunda, 7, o governo justificou que a “ausência das medidas legais e necessárias de responsabilidade da gestão anterior” afetaram o pagamento no dia correto. “A falta do empenho orçamentário representa transtornos para o Governo do Estado, para os trabalhadores e para o bom funcionamento da máquina pública”, diz a nota oficial.
O presidente do Sintesac, Adailton Cruz (foto) comentou que o Executivo Estadual informou sobre a situação em uma reunião realizada com todos os sindicatos da área da saúde e representantes governamentais de vários órgãos.
Segundo ele, a alegação foi que a gestão do ex-governador Tião Viana (PT) não deixou bens e nem dinheiro em caixa para realizar os pagamentos. O representante do sindicato disse que não há uma previsão certa para solucionar a situação.
“Os trabalhadores estão muito chateados, eles estão divididos entre manter os trabalhos e deflagrar uma greve. Até o momento decidimos continuar por entender a situação. Nos disseram que o caso é muito complicado, mas que todos os esforços serão aplicados para que os pagamentos sejam feitos de imediato assim que o Orçamento de 2019 for aberto. Segundo eles, isso deve ocorrer entre o dia 15 e 21 deste mês, mas não há data exata”, falou Cruz.
O presidente do Sintesac ressaltou que a categoria estará atenta para as alegações dadas pelo Executivo e que verificará se o Estado realmente não dispões dos recursos. Entretanto, ele elogiou a transparência da gestão.
“Uma greve agora só traria ainda mais prejuízos, principalmente para a população. Infelizmente estamos de mãos atadas. Até lá buscaremos a melhor saída. Dia 10 nos reuniremos novamente com o governo para saber da situação”.

‘Esforços’
Ainda de acordo com a nota pública, todos os esforços foram feitos para evitar a situação. “O Governo do Estado recorreu a todos os meios legais para o cumprimento do compromisso com os servidores do programa, enviando todos os esforços para tal pagamento, mas não logrando êxito por conta da falta de recursos disponíveis. Diante da urgência que o caso requer, determinamos a imediata reprogramação de pagamento dentro das condições legais e administrativas”.
Na nota, o Executivo se comprometeu a cumprir os vencimentos assim que a abertura do Orçamento 2019 for feita. Além disso, o governo prestou solidariedade com os servidores do Pró-Saúde, suas famílias e os sindicatos da categoria e reconheceu o constrangimento da situação. “Renovamos o propósito em honrar os compromissos assumidos, defendendo a valorização do servidor público como diretriz básica e valor inegociável da atual gestão”, finaliza a publicação.


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