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quarta-feira, 10 de junho de 2026
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Calor extremo pode desafiar Seleção Brasileira na estreia da Copa do Mundo nos Estados Unidos

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo pode ser marcada por um desafio além das quatro linhas. O confronto diante do Marrocos, marcado para sábado (13), em Nova Jersey, deverá acontecer sob os efeitos de uma intensa onda de calor que atinge os Estados Unidos e preocupa autoridades, organizadores e equipes participantes do torneio.

De acordo com meteorologistas norte-americanos, as temperaturas registradas durante os primeiros dias da competição poderão ficar entre 5°C e 8°C acima da média histórica para o mês de junho. Em algumas regiões, a diferença pode chegar a 12°C, aumentando os riscos relacionados à exposição prolongada ao calor.

Calor pode chegar a sensação térmica de 40°C

Embora Nova Jersey não esteja entre as áreas inicialmente classificadas como mais críticas, os efeitos da massa de ar quente já serão sentidos em toda a Costa Leste dos Estados Unidos.

Em Nova York, cidade próxima ao local da estreia brasileira, a previsão aponta máxima de 35°C nesta quinta-feira (11), superando os registros observados no mesmo período do ano passado. Com a combinação entre altas temperaturas e elevados índices de umidade, a sensação térmica poderá alcançar os 40°C.

Para o sábado (13), dia da partida entre Brasil e Marrocos, a expectativa é de temperaturas próximas dos 32°C, cenário considerado desgastante para atletas de alto rendimento.

Primeira semana da Copa será marcada por temperaturas acima da média

Segundo projeções do Centro de Previsão do Tempo dos Estados Unidos, a primeira semana do Mundial será caracterizada por condições climáticas extremas em diversas regiões do país.

As áreas mais afetadas inicialmente incluem:

Kansas;
Nebraska;
Dakota do Sul;
Minnesota;
Texas;
Novo México.

Nesses estados, os termômetros podem atingir até 39°C durante os primeiros dias da competição.

Os modelos meteorológicos também indicam que o calor deverá avançar gradualmente para outras regiões, alcançando o Meio-Oeste e parte da Costa Leste nos dias seguintes.

Torcedores também entram em alerta

O impacto do calor não preocupa apenas jogadores e comissões técnicas. Milhares de torcedores que acompanharão os jogos presencialmente também poderão enfrentar dificuldades devido às altas temperaturas.

Longos períodos em filas, deslocamentos, áreas descobertas e arredores dos estádios aumentam significativamente o risco de desidratação e exaustão térmica.

Segundo autoridades norte-americanas, cerca de 30 milhões de pessoas estarão sob nível 3 de risco em uma escala que vai de 1 a 4, classificação que aponta potencial impacto para pessoas sem acesso adequado à refrigeração.

Fifa volta atrás sobre entrada de água nos estádios

As previsões climáticas também provocaram mudanças nas regras adotadas pela Fifa para a Copa do Mundo.

Após críticas e preocupações relacionadas à saúde dos torcedores, a entidade decidiu flexibilizar a restrição à entrada de água em partidas disputadas nos Estados Unidos e no Canadá.

Apesar da mudança, a organização informou que garrafas reutilizáveis continuam proibidas dentro dos estádios.

Em comunicado oficial, a entidade destacou que mantém o compromisso com a segurança de jogadores, árbitros, voluntários, funcionários e torcedores durante toda a competição.

Com a proximidade da estreia diante do Marrocos, a comissão técnica liderada por Carlo Ancelotti também monitora as condições climáticas, que prometem ser um dos fatores mais desafiadores desta primeira fase da Copa do Mundo.