O ator Wagner Moura ingressou com uma queixa-crime na Justiça do Rio de Janeiro contra o pastor Silas Malafaia, alegando ter sido alvo de ofensas e declarações que teriam atingido sua honra. A ação tramita na 5ª Vara Criminal da Barra da Tijuca e está sob sigilo.
De acordo com os advogados do artista, as manifestações feitas por Malafaia nas redes sociais após a repercussão do filme “O Agente Secreto”, indicado a quatro categorias do Oscar de 2026, configurariam ofensas de caráter injurioso e difamatório.
A defesa solicita uma indenização de R$ 100 mil por danos morais e também pede a condenação criminal do pastor. Segundo os advogados, as declarações teriam sido feitas com o objetivo de prejudicar a imagem pública do ator.
Declarações motivaram ação judicial
O processo teve origem após publicações de Malafaia nas quais o religioso teria chamado Wagner Moura de “cretino” e afirmado que o ator teria sido beneficiado por recursos públicos destinados à produção cinematográfica.
Na ação, Moura sustenta que não possui responsabilidade direta pela captação dos recursos utilizados na realização do longa-metragem. O filme foi produzido por meio de uma coprodução internacional envolvendo Brasil, França, Alemanha e Holanda, sob direção de Kleber Mendonça Filho.
A defesa do ator argumenta que as declarações ultrapassaram os limites da crítica e atingiram sua reputação profissional e pessoal.
Processo segue sem decisão
Até o momento, não há decisão judicial sobre o caso. Como a ação tramita sob sigilo, detalhes adicionais do processo não foram divulgados oficialmente.
Os advogados de Wagner Moura também requerem que a Justiça reconheça a existência de ofensas à honra do artista, o que poderá influenciar tanto a esfera criminal quanto eventual reparação civil.
Malafaia rebate acusações
Em declarações à imprensa, Silas Malafaia afirmou que Wagner Moura precisaria processar outras pessoas que manifestaram opiniões semelhantes às suas sobre o assunto.
“Por que ele escolheu a mim? Porque eu disse que ele tinha vínculo com Lula e que o cachê que ele recebeu tinha dinheiro público”, declarou o pastor.
Malafaia também classificou a ação judicial como resultado de intolerância ideológica e questionou os motivos pelos quais foi escolhido como alvo da queixa-crime.
“Por que contra mim? Porque eu sou um ícone que bate e denuncia o governo Lula?”, afirmou.
O caso agora aguarda análise da Justiça, que deverá decidir sobre o prosseguimento da ação e os pedidos apresentados pela defesa do ator.


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