Uma jovem de 19 anos teve a perna direita amputada após ser atacada por um tubarão na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife (PE), na tarde de segunda-feira (1º). O caso é o segundo incidente envolvendo tubarões registrado no Grande Recife em apenas 24 horas.
A vítima foi retirada da água por testemunhas e recebeu os primeiros atendimentos ainda no local. Em seguida, foi encaminhada ao Hospital Alfa e posteriormente transferida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital da Restauração, referência em atendimentos de alta complexidade na capital pernambucana.
De acordo com o diretor-geral da unidade, Petrus Andrade Lima, a jovem chegou ao hospital em estado grave, intubada e foi levada imediatamente para o centro cirúrgico.
“Nós recebemos uma jovem de 19 anos vítima de incidente com tubarão, que já chegou à unidade com amputação no nível da coxa”, informou o gestor hospitalar.
Uma avaliação preliminar realizada pelo Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) aponta que o animal responsável pelo ataque seria um tubarão-tigre adulto, com cerca de três metros de comprimento.
Segundo ataque em dois dias
O incidente ocorreu um dia após um menino de 11 anos ser atacado por um tubarão na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.
Segundo informações médicas, a criança sofreu ferimentos graves na coxa e na mão esquerdas, sendo encaminhada em estado gravíssimo para o Hospital da Restauração após perder uma grande quantidade de sangue.
Devido à gravidade das lesões, os médicos precisaram realizar a amputação da perna esquerda do garoto. Ele também passou por cirurgia para tratamento de uma fratura na mão.
O menino segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica. Apesar de permanecer em estado grave, o hospital informou que o paciente apresenta estabilidade clínica e evolução positiva após os procedimentos realizados.
Os dois casos reacendem o alerta sobre os riscos de ataques de tubarão em áreas do litoral pernambucano que possuem histórico de ocorrências semelhantes. Autoridades reforçam a orientação para que banhistas respeitem as placas de sinalização e as recomendações dos guarda-vidas.


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