A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) uma nova operação que tem como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). A investigação apura suspeitas relacionadas à aplicação de recursos públicos do Estado em fundos vinculados ao Banco Master.
Os mandados estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, incluindo endereços ligados ao ex-governador na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense.
Operação foi autorizada pelo STF
A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro de investigação que busca esclarecer possíveis irregularidades envolvendo a gestão de investimentos realizados pelo Rioprevidência, fundo responsável pela previdência dos servidores estaduais.
Segundo os investigadores, há suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta e eventual desvio de recursos públicos relacionados às operações financeiras analisadas.
Esta é a segunda vez em menos de duas semanas que Cláudio Castro se torna alvo de operação da Polícia Federal. Em 15 de maio, outra investigação já havia realizado buscas relacionadas à antiga administração estadual.
Investimentos bilionários estão no centro da apuração
De acordo com as investigações, o Rioprevidência teria direcionado aproximadamente R$ 970 milhões para ativos ligados ao Banco Master.
A Polícia Federal agora analisa movimentações posteriores que, segundo a apuração, teriam alcançado cerca de R$ 2,01 bilhões em novas aplicações realizadas a partir de julho de 2024.
Somadas, as operações investigadas podem ultrapassar R$ 3 bilhões em recursos administrados pelo fundo previdenciário.
Os investigadores tentam identificar se parte desses investimentos ocorreu em ativos considerados de elevado risco financeiro e se houve omissão de informações ou eventual favorecimento indevido.
Banco Master também está sob investigação
O caso integra a oitava fase da Operação Compliance Zero e se conecta a outras apurações que envolvem o Banco Master.
Além disso, o Rioprevidência também aparece em outra investigação conduzida pela Polícia Federal, que busca apurar a atuação de ex-dirigentes e responsáveis pela área de investimentos do órgão.
Entre os crimes investigados estão associação criminosa, corrupção passiva, fraude contra fiscalização, indução de repartição pública ao erro e possíveis irregularidades na gestão de recursos públicos.
Até a última atualização do caso, a defesa de Cláudio Castro não havia se manifestado oficialmente sobre a operação.


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