Clima Tempo aponta que os primeiros sete dias de janeiro no Acre terão uma média de 80% de chance de chover em algum momento do dia ou da noite
O acreano deverá se preparar para enfrentar uma média de 22 dias de chuva em janeiro. Essa é a estimativa do coordenador do Grupo de Estudos e Serviços Ambientais da Universidade Federal do Acre (Ufac), Alejandro Fonseca. Ou seja, um janeiro tipicamente acreano, aparentemente sem maiores problemas.
O inverno amazônico este ano terá a interferência do fenômeno climático El Niño. Dada as características dele, a tendência é que o clima na região seja seco e não chuvoso. Apesar disso, a previsão é que haverá dias em de chuvas mais pesadas e consequentemente levar prejuízo para a população.
Prova disso, é que o site especializado Clima Tempo aponta que os primeiros sete dias de janeiro no Acre terão uma média de 80% de chance de chover em algum momento do dia ou da noite.
Por conta do volume de chuva que ainda vai cair em todo o Estado, a preocupação é grande sobre o nível dos rios.
Para garantir uma resposta rápida a qualquer problema que possa surgir ao longo do mês, o Corpo de Bombeiro e Defesa Civil já possui ações previstas no Plano de Contingência que é um documento, elaborado desde 2013, é instrumento norteador para ações de socorro e assistência às famílias em caso de enchentes.
Além de definir a atuação dos órgãos envolvidos, orienta prioridades das ações de enfretamento como mobilização, preparação de abrigos, recebimento e acolhida das famílias, retirada e transportes nas áreas de risco.
Vale destacar que a execução do Plano é deflagrada quando o Rio Acre atinge a cota de 12 metros.
“Os registros históricos de precipitação na Cidade de Rio Branco indicam que 76% da chuvas na capital do estado ocorrem no período de novembro a abril, tornando-a, nesse período, mais vulnerável a eventos hidrológicos extremos como os alagamento, inundações, enxurradas e escorregamentos de massa”, diz o relatório montado pelo grupo de trabalho que deu origem à Operação Inverno.
As cheias de maiores proporções ocorreram em Rio Branco nos anos de 1988, 1997, 2012 e em 2015, quando o nível do Rio Acre atingiu a cota histórica de 18,40 metros. Em 2018 não houve registro de cheia na Capital.


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