O governo federal inicia nesta quarta-feira (13) o programa Desenrola Fies, voltado à renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A iniciativa permitirá que estudantes com contratos em atraso obtenham descontos que podem chegar a 99% sobre o valor da dívida.
A medida foi oficializada por meio da Resolução CG-Fies nº 66, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (12), e deve beneficiar mais de 1 milhão de pessoas em todo o país.
O programa é destinado a contratos firmados até o fim de 2017 que já estavam na fase de amortização — período em que o estudante começa a pagar o financiamento após a conclusão do curso — em 4 de maio de 2026.
A renegociação poderá ser realizada exclusivamente de forma digital, pelos canais oficiais da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil, conforme a instituição responsável pelo contrato.
Para aderir ao programa, o estudante deverá acessar o aplicativo ou portal do banco e consultar as opções disponíveis de parcelamento, descontos ou quitação do débito.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), os acordos poderão ser formalizados até o dia 31 de dezembro de 2026.
Entre os critérios exigidos para participação estão:
• O contrato do Fies deve ter sido assinado até 2017;
• O financiamento precisava estar em fase de amortização em maio de 2026;
• A adesão deve ser realizada dentro do prazo estabelecido pelo programa.
Os maiores descontos serão concedidos aos estudantes com débitos em situação mais crítica de inadimplência. Em alguns casos, o abatimento poderá atingir até 99% do valor consolidado da dívida.
Além disso, estudantes que mantêm os pagamentos em dia também poderão receber benefícios. Quem optar pela quitação integral do saldo devedor terá desconto de 12%.
Segundo o MEC, o objetivo do programa é facilitar a regularização financeira dos ex-estudantes e reduzir o número de contratos inadimplentes do financiamento estudantil.
Apesar de integrar o pacote do Novo Desenrola Brasil, o Desenrola Fies possui regras específicas. Uma das principais diferenças é que não será permitido utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar ou reduzir as parcelas do financiamento.
O governo avalia que a medida poderá ajudar milhares de brasileiros a limpar o nome e reorganizar a vida financeira após anos de dificuldades no pagamento do financiamento universitário.


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