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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Primeira friagem de 2026 derruba temperaturas e leva sensação térmica a 14,3°C em Boca do Acre

Sensação térmica chegou a 14,3°C na madrugada desta segunda-feira (11), a menor marca do ano no município

A primeira friagem de 2026 já começou a ser sentida em Boca do Acre. Na madrugada desta segunda-feira (11), a estação automática de superfície do Instituto Nacional de Meteorologia registrou sensação térmica de 14,3°C, a menor do ano até agora no município. A temperatura mínima efetivamente medida pelos equipamentos foi de 15,4°C. Segundo o instituto, ao longo do dia, a temperatura em Boca do Acre não deve ultrapassar os 25°C, mantendo o clima mais ameno que o habitual para a região.

A diferença entre temperatura e sensação térmica ajuda a explicar por que o frio parece ainda mais intenso. A temperatura é o valor real do aquecimento do ar, medido pelos termômetros. Já a sensação térmica é a percepção que o corpo humano tem desse frio ou calor, influenciada por fatores como vento, umidade do ar e perda de calor corporal. Em situações de vento mais constante ou umidade elevada, o corpo pode “sentir” uma temperatura inferior à que o termômetro registra.

O fenômeno que provoca essa queda é conhecido na Amazônia como friagem. Trata-se da entrada de uma massa de ar frio de origem polar que avança pelo interior da América do Sul. Normalmente, esse ar frio se forma em latitudes mais ao sul do continente e, impulsionado pela circulação atmosférica, consegue alcançar áreas do Norte do Brasil, especialmente estados como o Amazonas, Acre e Rondônia.

Quando essa massa polar avança, ela empurra o ar quente e úmido típico da floresta amazônica, provocando queda brusca nas temperaturas, ventos mais frios e manhãs incomuns para uma região acostumada ao calor. A atual onda de frio é a primeira de maior alcance em 2026 e já afeta várias áreas do país.

Em Boca do Acre, a manhã desta segunda-feira amanheceu com o cenário típico das primeiras friagens: ar mais seco, sensação de frio acima do habitual e moradores recorrendo a agasalhos — uma cena rara, mas bastante conhecida nesta época do ano no sul do Amazonas.